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quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Superman foi criado por judeus e inspirado em Jesus; conheça a história

Inverter os valores do personagem e colocá-lo dentro de contexto homofóbico tem despertado reações contrárias na sociedade.
O personagem Superman foi inspirado em Jesus e histórias bíblicas. (Foto: Warner Bros)

Ao iniciar um vídeo onde aponta para diversas semelhanças entre o Superman e Jesus Cristo, o youtuber que é conhecido por Hagazo já destaca que seu conteúdo “não tem o intuito de denegrir a crença ou religião de ninguém”.

Gravado em 2014, portanto sem a intenção de se envolver em qualquer tipo de polêmica ideológica, Hagazo afirma que “somos livres para acreditar no que quisermos e devemos respeitar as opiniões alheias”.

Esse tipo de afirmação, porém, não parece se sustentar sete anos depois. Não é o que a sociedade tem vivido. Cada vez mais, as pessoas são pressionadas a “seguir as novas regras” e a não questionar as imposições de novas agendas.

Superman: esperança e inspiração para as pessoas
O personagem Superman não foi criado, originalmente, para atender aos apelos ideológicos, mas para representar a luta do bem contra o mal. Hagazo conta que os judeus Jerry Siegel e Joe Shuster, em 1930, não focaram em inserir no personagem tantas semelhanças com a história de Jesus.

Isso aconteceu durante o processo de criação do personagem, que já estava inserido num contexto metafórico de família e depois foi ganhando simbolismos que remetem à história bíblica.

“Eles usaram Sansão, o sujeito mais forte que a Bíblia narra, e Moisés, que ajudou a libertar os israelitas da escravidão. A Bíblia foi uma referência forte de características para a noção do que seria um grande herói”, explicou.

Dentro de um contexto complicado com a grande depressão dos EUA ou crise de 1929, depois da Segunda Guerra Mundial, os autores buscavam levar, de alguma forma, esperança e inspiração para as pessoas.

‘Superman foi inspirado em Jesus Cristo’
“Dos céus, o Pai envia Seu filho único para salvar a terra e quando ele chega aqui, é criado por pais adotivos, pessoas boas. No caso de Jesus, quem o cria é Maria e José, no caso do Superman é Martha e Jonathan. Até a semelhança das letras iniciais foi mantida”, apontou Hagazo.

“Ao atingir certa idade, o Superman vai até o Ártico e encontra o espírito de seu pai na Fortaleza da Solidão. Quando Jesus atinge certa idade, embarca numa jornada pelo deserto onde jejua por 40 dias e é tentado pelo mal, até encontrar Deus, o seu Pai”, relacionou.

“Tanto Deus como Jor-El falam com seus filhos através de uma voz alta, segura e forte”, continuou. Entre outras semelhanças citadas, o youtuber lembra que Jesus tem como inimigo o Anticristo e o Superman tem o Bizarro.

Além disso, o Superman foi escondido num celeiro e Jesus também nasceu numa espécie de celeiro. Aos 30 anos, o Superman começa sua jornada pública, na mesma idade que Jesus inicia seu ministério.

“Superman luta pela verdade e justiça, assim como Jesus. Aliás, esses são os princípios bíblicos para as grandes missões relatadas na Bíblia”, enfatizou. “Outro simbolismo que liga Superman a Deus e à Bíblia é o triângulo em seu peito, que é o símbolo da trindade — Pai, Filho e Espírito Santo”, arrematou.

Falta de liberdade de expressão
Mas a imagem original do Superman tem sido deturpada ao longo dos anos. Entre tantos detalhes apresentados pelo youtuber, um dos mais especiais é “o Superman se sacrificando para salvar a humanidade, assim como fez Jesus”.

Na atualidade, alterar o ícone Superman para agradar aos anseios modernos não é algo que agrada aos fãs e nem aqueles que lutam para guardar valores e preceitos bíblicos.

Foi o que aconteceu nas últimas semanas com o jogador de vôlei, Maurício Souza, que teve seu contrato com o Minas Tênis Clube rescindido por expressar sua opinião contrária à inversão de valores através do personagem Superman.

Ele postou em seu Instagram a foto do Superman atual, Joe Kent (filho de Clark Kent) beijando outro homem e comentou: “Ah, é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar”.

Suas poucas palavras bastaram para que fosse tachado de homofóbico e ainda punido como se fosse um criminoso. Esta parece ser a cultura do cancelamento em ação.

“Infelizmente, chegamos a esse ponto. Não podemos mais colocar os valores acima de tudo”, disse o atleta que luta para “defender aquilo o que acredita ser certo”.

“Lutar pelo que se acredita é para poucos. Pelos meus valores, crenças e propósitos eu irei até o fim. Custe o que custar. Prezo por tudo o que Deus deixou na Bíblia e não sou homofóbico porque penso diferente”, defendeu.

FONTE: GUIAME, CRIS BELONIATUALIZADO: SÁBADO, 30 DE OUTUBRO DE 2021 12:30

domingo, 18 de agosto de 2024

Corredora americana exalta a Deus após bater novo recorde mundial: “Dedico tudo a Ele”

Sydney McLaughlin-Levrone ganhou o ouro nas Olimpíadas de Paris e estabeleceu um novo recorde mundial com 50,37 segundos.
Sydney McLaughlin-Levrone. (Foto: Reprodução/YouTube/Team USA)

Na última quinta-feira (8), a corredora americana Sydney McLaughlin-Levrone levou a medalha de ouro na final dos 400 metros com barreiras femininos, nos Jogos Olímpicos de Paris.

Além de vencer por mais de um segundo e estabelecer um novo recorde mundial com 50,37 segundos, a atleta cristã dedicou a Deus sua vitória.

“Eu dedico tudo o que faço a Deus. Ele me deu um presente, Ele me deu um impulso para querer continuar a melhorar, e eu tenho uma plataforma e quero usá-la para glorificá-Lo”, disse ela na coletiva de imprensa pós-corrida.

E continuou: “Sempre que piso na pista, faço sempre a mesma oração: 'Deus, me deixe ser o vaso no qual Tu és glorificado, seja qual for o resultado — como eu me conduzo, como eu me porto, não apenas como eu desempenho'. Então é libertador saber que, independentemente do que aconteça, Ele vai receber o louvor através de mim. É por isso que eu faço o que faço”.

Sydney, de 25 anos, já tem três Jogos Olímpicos em seu currículo e três medalhas de ouro olímpicas. Ela agora estabeleceu um novo recorde mundial seis vezes nos 400m com barreiras nos últimos cinco anos.

Considerada uma das estrelas femininas mais populares do atletismo na história americana, Sydney continua sendo uma seguidora de Cristo.

Confiança em Deus
Após sua corrida semifinal dos 400 m com barreiras em Paris, Sydney falou sobre sua confiança em Deus em uma entrevista na NBC:

“Você trabalha o ano todo para chegar aqui, mas o que você fez é o que o mantém aqui. Então, é só sobre executar isso, confiar no processo, confiar no plano e, finalmente, confiar em Deus”.

Casada com Andre Levrone Jr. desde maio de 2022, Sydney também falou sobre o marido: “Meu melhor amigo, meu maior apoiador, meu pastor pessoal. Eu o amo mais do que a própria vida”.

Em sua biografia no X, ela afirma que está “descansando na graça de Jesus”. Já no Instagram, a atleta declara que “Jesus é Senhor”. Sydney fala abertamente sobre sua fé em Cristo, durante as Olimpíadas de Tóquio, ela compartilhou:

“Quero começar dizendo que é uma honra poder representar não apenas meu país, mas também o reino de Deus”.

E continuou: “O que tenho em Cristo é muito maior do que o que tenho ou não tenho na vida. Oro para que minha jornada seja uma representação clara de submissão e obediência a Deus. Mesmo quando não faz sentido, mesmo quando não parece possível. Ele abrirá um caminho do nada. Não para minha própria gratificação, mas para Sua glória”.

“Eu nunca vi Deus falhar na minha vida. Na vida de ninguém, para falar a verdade. Só porque eu posso não ganhar todas as corridas, ou não receber todos os desejos do meu coração, não significa que Deus falhou. Sua vontade é perfeita. E Ele me preparou para um momento como este. Para que eu possa usar os dons que Ele me deu para direcionar toda a atenção de volta para Ele”, acrescentou a atleta.

Em janeiro deste ano, Sydney escreveu um livro chamado “Far Beyond Gold: Running From Fear to Faith” (“Muito Além Do Ouro: Fugindo Do Medo Para A Fé”), onde compartilha seu testemunho e fala sobre como seu relacionamento com Cristo a ajudou a combater o perfeccionismo e a ansiedade.

No podcast da Sports Spectrum, Sydney declarou: “Tenho recebido muitas mensagens tipo: 'Você pode não querer falar tanto sobre fé. Você pode perder apoio, negócios e outras coisas’. Mas, eu não vivo para a aprovação das pessoas, então não tenho que me preocupar com nenhuma dessas coisas”.

“E mesmo que um apoio ou algo assim queira sair, eu sei que Deus proverá para mim da maneira que Ele achar melhor. Então, eu não vou comprometer a Verdade só para fazer as pessoas se sentirem mais confortáveis. Continuo falando porque sei que é para isso que fui chamada, e sou grata por ter uma comunidade ao meu redor que me apoia nisso, mesmo que todas as pessoas de fora não o façam”, acrescentou.

Falando sobre sua identidade em Cristo, Sydney declarou: “Em um esporte em que você está literalmente perseguindo o ouro o tempo todo, eu preferiria meu amor por Cristo e esse relacionamento a uma medalha de ouro a qualquer momento”.

“Por muito tempo, o atletismo era quem eu era. Mas agora, mais do que nunca, antes de tudo, sou uma filha de Deus, e o atletismo não é quem eu sou, é o que eu faço”, concluiu.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE SPORTS SPECTRUMATUALIZADO: SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO DE 2024 10:51

Religião e oração não são relevantes para a maioria dos europeus, diz pesquisa

A Pew Research Center avaliou a importância da religião e da oração em 102 países.
Os europeus são um dos povos menos religiosos do mundo. (Foto: Reprodução/Unsplash/Hannah Busing)

Uma pesquisa global realizada pela “Pew Research Center” apontou a África Subsaariana, América Latina e Oriente Médio-Norte da África como os lugares mais religiosos do mundo, enquanto os menos religiosos foram a Europa e o Leste Asiático.

As pesquisas foram realizadas entre 2008 e 2023, em 102 países. Onde através das seguintes perguntas: “Quão importante é a religião na sua vida?” e “Com que frequência você ora?”, os especialistas chegaram a uma conclusão.

Importância da religião
A pesquisa indica que pelo menos 90% dos adultos afirmam que a religião é muito importante em suas vidas no Senegal, Mali, Tanzânia, Guiné-Bissau, Ruanda e Zâmbia.

No entanto, “as pessoas em quase todos os países europeus pesquisados estão entre as menos propensas a dizer que a religião é muito importante em suas vidas”.

Na Estônia, República Tcheca, Dinamarca, Suíça, Reino Unido, Suécia, Letônia e Finlândia, apenas 10% ou menos adultos têm a religião como uma prioridade.

No sul e sudeste da Ásia, “o padrão não é tão consistente quanto na África Subsaariana e na Europa”, informou a Pew Research.

Em lugares como a Indonésia, por exemplo, 98% dos adultos estão entre os mais propensos em todo o mundo a dar grande importância à religião, enquanto um grupo muito menor em Cingapura (36%) e no Vietnã (26%) dão essa resposta.

Já nos Estados Unidos, a porcentagem de pessoas que dizem que a religião é muito importante em suas vidas está abaixo da média dos 102 lugares (42% x 55%).

A Oração
Conforme o estudo, os adultos na América Latina estão entre os que mais oram diariamente no mundo, socialmente na Guatemala e no Paraguai (82%), seguidos pela Costa Rica e Honduras (78%).

Na Europa, apenas a Turquia (60%) está acima da média. Já na Estônia, República Tcheca, Dinamarca, Suíça, Reino Unido, Alemanha e Áustria, menos de 10% dos adultos oram diariamente.

Em nenhum lugar pesquisado no leste da Ásia, mais de 21% dos adultos relatam orar diariamente.

Por fim, a pesquisa também mostra que cerca de 45% dos americanos dizem que falam com Deus diariamente, que é quase idêntico à média da maioria dos países, que é de 46%.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Idosa analfabeta inspira ao rabiscar orações em caderno: “Deus entende tudo”

Mesmo sem aprender a ler e escrever, Expedita mantém cadernos de orações e sua neta afirma: “Deus entende tudo”
Expedita e seu caderno de oração. (Foto: Reprodução/Instagram/Antonia In)

Uma idosa analfabeta da região nordeste viralizou após a neta compartilhar um vídeo onde ela demonstra fé por meio de um caderno de oração.

Expedita, de 86 anos, nunca aprendeu a ler e escrever. Porém, do seu jeito, ela escreve suas orações.

“Minha avó é analfabeta, mas escreve as orações num caderninho. Ela me perguntando se Deus entende”, compartilhou Antonia, neta de Expedita, no Instagram..

Antonia mostrou as páginas do caderno e acrescentou: “Olha as orações da minha vó. Deus entende tudo vó, entende sim”.

Expedita contou que aquele não é o único caderno de oração que ela tem, e mostrou as páginas quase todas completas.

“A senhora tem medo de Deus não entender porque a letrinha é ruim, mas Ele entende”, declarou Antonia.

“Será?”, perguntou Expedita, e Antonia afirmou: “É claro”.

“O Senhor sabe que eu não sei ler”, disse a idosa folheando o caderno. E continuou: “Mas, eu leio com fé”.

Nos comentários, muitos internautas ficaram admirados com a inocência, fé e adoração da idosa analfabeta perante o Senhor.

Analfabetismo

Em março deste ano, o Globo informou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) sobre educação de 2023, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostram que o Brasil ainda tem 9,3 milhões de analfabetos.

Desse grupo, 8,3 milhões têm mais de 40 anos. O Nordeste, porém, é a região que ainda tem mais pessoas analfabetas proporcionalmente. São 11,2% contra 2,8 do Sul ou 2,9 do Sudeste.

Da mesma forma, o analfabetismo bíblico é um tema que deixa muitos pastores preocupados devido o afastamento de algumas igrejas da verdade bíblica.

“O analfabetismo bíblico é galopante. As pessoas vão cair no engano dos falsos ensinos, porque não estão fundamentadas na Palavra de Deus”, disse o pastor egípcio-americano Michael Youssef, em uma entrevista.

FONTE: GUIAMEATUALIZADO: QUINTA-FEIRA, 9 DE MAIO DE 2024 10:34

segunda-feira, 4 de março de 2024

Mãe filma filho de 4 anos em momento com Deus: “Estou brincando com Ele”

Jake chamou sua mãe Sammy Sampaio para brincar de corrida com ele e o Senhor
Jake e Sammy. (Foto: Instagram/Sammy Sampaio)

Na última terça-feira (27), a influenciadora digital Sammy Sampaio compartilhou um vídeo em seu perfil no Instagram que mostra seu filho Jake brincando aparentemente sozinho. No entanto, o menino de 4 anos afirmou que estava brincando com Deus.

“Bom dia Deus”, gritou Jake enquanto caminhava até a frente da casa. Depois que o menino começou a brincar, Sammy perguntou:

“Está brincando com quem filho?”. E ele respondeu: “Estou brincando com Deus”.

E continuou: “Vem aqui brincar com Deus também mamãe”.

Nesse momento, Sammy vai até o filho e ele a questiona: “Ouviu o que Ele está falando?”. Então, Jake ensina a mãe um gesto para ouvir a voz de Deus: “Ele falou que quer apostar uma corrida com a gente”, disse o menino.

Os dois correm e brincam juntos. Sammy terminou o vídeo com o texto bíblico de Lucas 18: 17, que diz:

“Digo a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele”.

A voz de Deus
A influenciadora aproveitou a oportunidade para ensinar os internautas sobre a importância de ouvir a voz do Senhor:

“Hoje aprendi que quando queremos ouvir a voz de Deus, precisamos buscar ouvir, como quem quer ouvir um segredo. Requer atenção e sensibilidade”.

Como mãe, ela contou que se emocionou com a atitude de Jake e afirmou que embora ensine muitas coisas, também está sempre aprendendo.

Muitos internautas comentaram o vídeo glorificando a Deus através da pureza de Jake em desenvolver um relacionamento com Jesus.

“Senti Deus nesse vídeo”, comentou um jovem.

“Precisamos nos permitir viver isso”, disse um homem.

Uma mulher afirmou ter sentido a presença de Deus na forma como o vento balançava as árvores enquanto o menino brincava.

Jake é filho da influenciadora Sammy com o ilusionista e ex-BBB Pyong Lee. Atualmente, ela tem compartilhado como é “viver o melhor que Deus tem” através da educação de seu filho e de sua carreira profissional.

FONTE: GUIAMEATUALIZADO: QUARTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2024 14:59

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

História dos Apóstolos: João, o discípulo que recebeu a visão extraordinária do Apocalipse

O Evangelho de João é tido como uma das melhores ferramentas de evangelismo que os cristãos têm; até não cristãos recitam suas passagens.
O ator George Xanthis interpreta o apóstolo João em "The Chosen". (Foto: Reprodução / The Chosen)

O apóstolo João foi um dos 12 discípulos de Jesus Cristo e um líder proeminente na igreja cristã primitiva. Junto com Tiago e Pedro, João era um dos confidentes mais próximos de Jesus, então ele aparece em mais relatos bíblicos do que os outros discípulos.

João é tradicionalmente considerado o autor de cinco livros da Bíblia: o Evangelho de João, as epístolas 1 João, 2 João e 3 João, e o Livro do Apocalipse, embora alguns estudiosos da Bíblia contestem qual deles (se houver) ele realmente escreveu. Ele também se acredita ser o único discípulo que morreu de velhice (os outros foram supostamente martirizados).

Fontes antigas podem ou não se referir ao apóstolo João por vários outros nomes, incluindo João de Patmos (porque ele foi exilado na ilha de Patmos), João Evangelista, João, o Velho, João Presbítero e o Discípulo Amado, embora não está claro se todos (ou algum) desses nomes de fato se referem a este João. Também vale a pena notar: João, o discípulo de Jesus, não é a mesma pessoa que João Batista, que era primo de Jesus.

Vamos explorar o que a Bíblia diz sobre ele, o que podemos extrair de outras fontes antigas e as coisas que ainda não sabemos com certeza.

Para começar, aqui estão alguns fatos rápidos sobre essa conhecida figura bíblica.

Quem foi João?
A maior parte do que sabemos sobre João vem da própria Bíblia, particularmente dos Evangelhos. Curiosamente, o apóstolo João é mencionado pelo nome em todos os Evangelhos, exceto no que leva seu nome. De acordo com os Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), João foi um dos primeiros discípulos que Jesus chamou para segui-lo. Como muitos dos discípulos de Jesus, ele era pescador de profissão.

“Saindo dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Eles estavam em um barco com seu pai Zebedeu, preparando suas redes. Jesus os chamou, e logo eles deixaram o barco e seu pai e o seguiram.” — Mateus 4:21–22

Um pilar da igreja cristã primitiva
Quando Paulo escreveu sua carta aos Gálatas, um falso mestre lhes disse que para seguir a Cristo, eles precisavam seguir a Lei Mosaica. Isso é o oposto do que Paulo estava ensinando a eles. Para provar que estava certo em pregar o Evangelho aos gentios e ensinar que eles não precisavam seguir a Lei para serem salvos, Paulo apelou aos apóstolos. Particularmente, os três apóstolos que tinham mais autoridade: Pedro, Tiago e João.

Paulo faz questão de dizer que mesmo esses três apóstolos não tinham nada a acrescentar ao Evangelho que ele pregava - então por que os gálatas ouviriam outra pessoa e deixariam algum professor aleatório adicionar o peso da Lei às boas novas de Cristo?

“Pelo contrário, eles reconheceram que eu havia sido encarregado de pregar o evangelho aos incircuncisos, assim como Pedro aos circuncidados. Pois Deus, que operou em Pedro como apóstolo para os circuncisos, também operou em mim como apóstolo para os gentios. Tiago, Cefas [Pedro] e João, aqueles estimados como colunas, deram a mim e a Barnabé a mão direita da comunhão quando reconheceram a graça que me foi dada. Eles concordaram que deveríamos ir aos Gentios, e eles aos circuncidados.” — Gálatas 2:7–9

Paulo se refere a Pedro, Tiago e João como pilares da igreja porque eles desempenharam um papel integral no apoio, edificação e manutenção do movimento cristão. A igreja primitiva permaneceu em sua liderança. Quando houve disputas sobre como exatamente os cristãos deveriam se comportar e como era seguir a Jesus, a igreja apelou para esses três discípulos originais de Jesus, que testemunharam mais de seu ministério pessoal do que qualquer outra pessoa.

Parte do círculo íntimo de Jesus
João era um dos três discípulos mais próximos de Jesus. Há três vezes nos Evangelhos sinóticos em que Pedro, Tiago e João testemunham Jesus fazendo coisas que ninguém mais viu.

Jesus ressuscita a filha de Jairo dos mortos e não permite que mais ninguém assista além desses três (Marcos 5:37).

Jesus leva Pedro, Tiago e João ao topo de uma montanha, onde é transfigurado diante deles. Jesus fala com Moisés e Elias, e João é uma das três únicas pessoas a testemunhar sua glória (Mateus 17:1-11, Marcos 9:2-8, Lucas 9:28-36).

Na noite de sua traição, no Jardim do Getsêmani, Jesus leva consigo Pedro, Tiago e João para orar e pede-lhes que vigiem (Mateus 26:36-46).

Esses três momentos capturam o relacionamento especial que João teve com Jesus e, de acordo com o Evangelho que leva seu nome, João pode ter tido um relacionamento ainda mais privilegiado com Jesus (ou talvez esteja apenas se gabando).

Aquele a quem Jesus amava?
João (o discípulo) nunca é mencionado no Evangelho de João. Nos escritos antigos, era comum os escritores se omitirem de um relato ou usarem descrições de terceira pessoa para disfarçar sua identidade. No Evangelho de João, o autor usa “aquele a quem Jesus amava” cinco vezes para se referir a um discípulo que era particularmente próximo de Jesus. Aparece em João 13:23, João 19:26, João 20:2, João 21:7 e João 21:20.

Sabemos pelo contexto que este título não se refere a Pedro (“aquele a quem Jesus amava” interage com Pedro), e os estudiosos acreditam que Tiago morreu cedo demais para ter escrito este Evangelho (ele é executado em Atos 12:2).

O autor posiciona claramente “aquele a quem Jesus amava” como um dos discípulos mais importantes, talvez tendo o relacionamento mais próximo com Jesus. Curiosamente, com uma exceção, sempre que o discípulo amado é mencionado, tende a contrastar com Pedro.

Por exemplo, na Última Ceia, Pedro pede “aquele a quem Jesus amava” que pergunte a Jesus quem o trairá:

“Um deles, o discípulo a quem Jesus amava, estava reclinado ao lado dele. Simão Pedro acenou para este discípulo e disse: 'Pergunte-lhe qual ele quer dizer.' Recostando-se em Jesus, perguntou-lhe: 'Senhor, quem é?'” — João 13:23-24

E uma vez que Jesus é traído e preso no jardim do Getsêmani, apenas dois discípulos seguem Jesus ao seu julgamento à distância: Pedro e o discípulo amado. Enquanto o discípulo amado puxa algumas cordas para aproximar Pedro de Jesus, Pedro nega qualquer associação com o Senhor (João 18:15-17).

Mas talvez o exemplo mais conhecido de “aquele a quem Jesus amava” venha em João 20 depois que Jesus morreu na cruz, quando Maria Madalena descobre o túmulo vazio.

“Então ela veio correndo para Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e disse: 'Eles tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o colocaram!' Então Pedro e o outro discípulo foram para o túmulo. Ambos corriam, mas o outro discípulo ultrapassou Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Ele se inclinou e olhou para as faixas de linho que estavam ali, mas não entrou. Então Simão Pedro veio atrás dele e foi direto para o túmulo. Ele viu as faixas de linho ali, bem como o pano que havia enrolado a cabeça de Jesus. O pano ainda estava em seu lugar, separado do linho. Por fim, o outro discípulo, que havia chegado primeiro ao túmulo, também entrou”. — João 20:2–9

Caso você tenha perdido as três referências a ele, aquele a quem Jesus amava era mais rápido que Pedro. A tradição associa “o discípulo amado” a João desde pelo menos o segundo século, mas nem todos os estudiosos concordam que isso se refere a ele.

Um discípulo de João Batista?
É possível que João fosse realmente um discípulo de João Batista antes de começar a seguir Jesus. O autor do Evangelho de João nunca revela sua identidade, mas há indícios de que poderia ser João, o Apóstolo, e a tradição da igreja aceita sua autoria há mais de um milênio. No relato do Evangelho de João sobre Jesus chamando os discípulos, alguns especulam que o autor se omite da história (como o autor costuma fazer neste Evangelho), enquanto também sugere que eles eram um discípulo de João Batista:

“No dia seguinte, João estava lá novamente com dois de seus discípulos. Quando ele viu Jesus passando, ele disse: 'Olha, o Cordeiro de Deus!' Quando os dois discípulos o ouviram dizer isso, seguiram Jesus. Voltando-se, Jesus os viu seguindo e perguntou: 'O que vocês querem?' Eles disseram: 'Rabi' (que significa 'Professor'), 'onde você está hospedado?' 'Venha', ele respondeu, 'e você verá'. Então eles foram e viram onde ele estava hospedado, e passaram aquele dia com ele. Eram cerca de quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, foi um dos dois que ouviram o que João havia dito e que seguiram Jesus. A primeira coisa que André fez foi encontrar seu irmão Simão e dizer-lhe: 'Encontramos o Messias' (isto é, o Cristo). E ele o trouxe a Jesus”. — João 1:35–42a

De qualquer forma, sabemos que João foi um dos seguidores mais próximos do primo de João Batista (Jesus).

O discípulo João escreveu o Evangelho de João?
No capítulo final do Evangelho de João, o autor afirma explicitamente que “o discípulo a quem Jesus amava” é o autor:

“Pedro virou-se e viu que o discípulo que Jesus amava os seguia. (Este era aquele que se recostou em Jesus na ceia e disse: “Senhor, quem vai trair você?”) Quando Pedro o viu, perguntou: “Senhor, e ele?” Jesus respondeu: “Se eu quero que ele permaneça vivo até que eu volte, o que é isso para você? Você deve me seguir.” Por causa disso, espalhou-se entre os crentes o boato de que esse discípulo não morreria. Mas Jesus não disse que não morreria; ele apenas disse: “Se eu quiser que ele permaneça vivo até eu voltar, o que é isso para você?” Este é o discípulo que dá testemunho destas coisas e que as escreveu. Sabemos que seu testemunho é verdadeiro.” — João 21:20–24

Este é o único Evangelho que afirma ter sido escrito por uma testemunha ocular. E alguns dos primeiros cristãos afirmaram que essa testemunha ocular foi o apóstolo João.

Em Contra as Heresias, o pai da igreja primitiva Irineu escreveu que o Evangelho foi escrito para abordar antigos ensinamentos gnósticos que circulavam ao mesmo tempo que a igreja. Irineu identifica especificamente o autor como João, o Apóstolo:

“João, o discípulo do Senhor, que também se apoiou em Seu peito [e] publicou ele mesmo um Evangelho durante sua residência em Éfeso, na Ásia . . .”

E Eusébio de Cesareia, conhecido como o pai da história da igreja, citou Clemente de Alexandria (não confundir com Clemente de Roma) dizendo:

“Tendo Pedro pregado a palavra publicamente em Roma e proclamado o Evangelho pelo Espírito, os que estavam presentes, que eram numerosos, suplicaram a Marcos, visto que ele o assistia desde cedo, e lembrava-se do que havia sido dito, que escrevesse abaixo o que foi falado. Ao compor o Evangelho, ele o entregou àqueles que lhe haviam feito o pedido; que chegando ao conhecimento de Pedro, ele não impediu nem encorajou. Mas João, o último de todos, vendo que o que era corpóreo foi estabelecido nos Evangelhos, a pedido de seus amigos íntimos, e inspirado pelo Espírito, compôs um Evangelho espiritual”.

João escreveu o livro do Apocalipse?
O livro do Apocalipse é tradicionalmente atribuído ao apóstolo João (embora também alguns cristãos contestam isso desde o século IV, atribuindo o livro a João de Patmos).

O Livro do Apocalipse é bastante enfático ao dizer que foi escrito por alguém chamado João, e que ele estava na ilha de Patmos quando recebeu a revelação de Jesus Cristo.

“Eu, João, seu irmão e companheiro no sofrimento e no reino e na paciência que temos em Jesus, estive na ilha de Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. No dia do Senhor eu estava no Espírito, e ouvi atrás de mim uma voz forte como uma trombeta, que dizia: 'Escreve num rolo o que vês e envia-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.'” — Apocalipse 1:9–11

No início do segundo século, Justino Mártir foi o primeiro a sugerir que este João era o apóstolo João e, desde então, muitos cristãos presumiram que João, o apóstolo, foi exilado em Patmos por pregar o Evangelho.

Mas mesmo no século IV, alguns historiadores acreditavam que este era um escritor cristão diferente chamado João, que era próximo de Jesus. Eusébio de Cesareia argumentou que essa pessoa era João, o Presbítero, uma figura enigmática que aparece pela primeira vez nos escritos do pai da igreja do primeiro século, Papias de Hierápolis. Eusébio foi o primeiro a distinguir João, o Presbítero, de João, o Apóstolo, com base nos escritos de Papias.

João escreveu 1 João, 2 João e 3 João?
A maioria dos estudiosos hoje acredita que o mesmo autor escreveu 1 João, 2 João e 3 João, mas nem todos acreditam que esse autor foi o apóstolo João. A tradição afirma que ele escreveu todos eles, e 1 João tem muitas correlações de conteúdo com o Evangelho de João (luz, trevas, etc.), mas também há algumas diferenças no estilo gramatical. (Esses são bem complicados, com frases condicionais, pronomes demonstrativos, etc.)

Escritores antigos também contestaram a autoria das epístolas joaninas. Jerônimo, o teólogo do século IV que produziu a Vulgata Latina, concordou com a conclusão de Eusébio sobre João, o Presbítero, e prosseguiu argumentando que enquanto João, o Apóstolo, escreveu o Evangelho de João e 1 João, um João diferente escreveu 2 João e 3 João.

“Parece através deste catálogo de nomes que o João que é colocado entre os discípulos não é o mesmo que o João mais velho que ele coloca depois de Aristion em sua enumeração. Isso dizemos, além disso, por causa da opinião mencionada acima, onde registramos que é declarado por muitos que as duas últimas epístolas de João não são obra do apóstolo, mas do presbítero”. — Sobre Homens Ilustres

Jerônimo e Eusébio também sugeriram que as introduções dessas três cartas faziam parecer que não foram todas escritas pela mesma pessoa. (Em outras palavras, João, o Presbítero, escreveu a segunda e a terceira epístolas.)

Mas Irineu, que viveu antes de Jerônimo e Eusébio, faz referência a 1 e 2 João e afirma estar citando o apóstolo João.

Então, o que fazemos com isso? Algumas das primeiras referências às cartas atribuem-nas ao apóstolo João, e a tradição da igreja o mantém como autor desde então. Pode-se argumentar que ele não os escreveu, mas também há fortes contra-argumentos. No final, não podemos dizer com certeza se ele as escreveu ou não.

Como João morreu?
A tradição da Igreja sustenta que João foi o único apóstolo a morrer de velhice. Os demais foram martirizados por sua fé.

Antes de Jesus morrer na cruz, ele confiou sua mãe Maria aos cuidados de João - assumindo que João realmente é o discípulo amado (João 19:26-27). Quando Maria morreu, João foi para Éfeso e escreveu suas três epístolas. Depois foi exilado para Patmos por pregar o Evangelho, onde recebeu a revelação de Cristo e escreveu o livro do Apocalipse. Eventualmente, ele voltou para Éfeso e morreu uma morte comum em algum momento depois de 98 dC.

Tertuliano, um escritor cristão do final do século II e início do III, escreveu que antes de os romanos banirem João, eles o levaram para um coliseu e o mergulharam em um tanque de óleo fervente. Quando ele saiu ileso, todo o coliseu se converteu ao cristianismo.

Ao longo de sua vida posterior, João também teve alguns alunos significativos. Policarpo (que acabou se tornando bispo de Esmirna) aprendeu com João e depois ensinou Irineu. João também ensinou Inácio de Antioquia, a quem Pedro eventualmente nomeou bispo de Antioquia. E Papias de Hierápolis também aprendeu diretamente com João.

Um pilar sobre o qual a igreja ainda se apoia
O apóstolo João é uma figura evangélica bem conhecida. Fosse ele “aquele a quem Jesus amava” ou não, ele era um dos seguidores mais próximos de Jesus e testemunhou mais do ministério de Jesus do que quase qualquer outra pessoa. É por isso que a igreja cristã primitiva se apoiou em sua visão sobre a vida e os ensinamentos de Cristo, e por que outros líderes como Paulo apelaram para sua autoridade (Gálatas 2:9).

Séculos após sua morte, à medida que a igreja desconstruiu crenças heréticas, os escritos de João ajudariam a ancorar os cristãos em sua compreensão da preeminência de Jesus (Jo 1:1-4) e seu relacionamento com o Pai (Jo 3:16).

Hoje, o Evangelho de João é uma das melhores ferramentas de evangelismo que os cristãos têm — se não a melhor. Passagens de seus escritos se tornaram nossa definição de Deus (1 João 4:8), e outras se tornaram tão onipresentes que até mesmo muitos não cristãos as conhecem de cor.

Talvez nunca saibamos com absoluta certeza quanto o próprio apóstolo João escreveu. E nunca seremos capazes de medir o impacto que ele teve no cristianismo e no mundo.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO OVERVIEW BIBLEATUALIZADO: SEXTA-FEIRA, 11 DE FEVEREIRO DE 2022 15:03

É correto dizer que o ‘Apocalipse já começou’? Entenda o último livro da Bíblia

“Apocalipse nos prova que a história não está à deriva, como um caminhão sem freio ladeira abaixo”, disse o pastor Hernandes Dias Lopes.
Imagem ilustrativa do fim dos tempos. (Foto: Piqsels)

Atualmente, é muito comum ouvir dizer que o “Apocalipse já começou”, isso porque a palavra foi associada ao “fim do mundo”. Porém, Apocalipse é o nome do último livro da Bíblia e o “fim do mundo” na verdade não é um termo bíblico.

O livro de Apocalipse e outros livros proféticos da Bíblia citam diversas vezes o termo “fim dos tempos” indicando que a história da humanidade foi dividida em alguns tempos específicos e que a história bíblica tem começo, meio e fim. Apocalipse quer dizer “revelação”.

Logo, o fim dos tempos é o cumprimento das profecias que foram registradas no livro escrito pelo apóstolo João, conforme a ordem de Jesus. A história da humanidade começa em Gênesis e termina em Apocalipse.

As profecias do Apocalipse já estão acontecendo?
Em Mateus 24, Jesus disse que o fim dos tempos apresentariam vários sinais, entre eles, o aumento acelerado (como as dores de parto) de guerras, terremotos, pragas e pestes, perseguição aos cristãos, surgimento de falsos cristos e o esfriamento do amor.

A proximidade do fim dos tempos com todos estes sinais é precedida pelo tempo que se chama “princípio das dores”. Em seguida virá o “fim dos tempos” com outros acontecimentos mais graves até a Grande Tribulação e o Juízo Final.

O que o Apocalipse descreve, porém, sobre o tempo de grande sofrimento, tanto para a humanidade quanto para toda a natureza, não é o fim do mundo. Segundo a Bíblia, o mundo não se acabará antes de outro tempo conhecido como milênio.

Além disso, o penúltimo capítulo do livro de Apocalipse revela que, depois de tudo, haverá um novo céu e uma nova terra, ou seja, um “novo tempo”.

Quando todas as profecias se cumprirem, Deus julgará as nações e os povos, e derramará a sua ira sobre os injustos. E separará o joio do trigo, os bodes das ovelhas. O mal será aniquilado e então virá esse novo tempo. Quer dizer que o fim dos tempos anunciará outros começos.

‘Muitos têm medo do Apocalipse’
Conforme o pastor Hernandes Dias Lopes, muitas pessoas sentem medo do Apocalipse: “O livro não trata de uma grande tragédia, mas da vitória de Cristo e da consumação da história”.

“Apocalipse nos prova que a história não está à deriva, como um caminhão sem freio ladeira abaixo, como pensam os existencialistas ateus”, observou o pastor durante uma live em seu canal no YouTube. Hernandes compartilha as linhas hermenêuticas que se aproximam de Apocalipse:

1. Preterismo
Os preteristas acreditam que o livro apresenta fatos passados, já ocorridos no final do primeiro século: “Acreditam que o livro não apresenta mais nada sobre o futuro e que suas palavras olham pelas lentes do retrovisor. Penso que essa linha não faz jus ao livro e não traz consolo para a igreja contemporânea”.

2. Futurista
Os futuristas acreditam que a parte histórica do livro está apenas nos capítulos 1, 2 e 3. Já do capítulo 4 ao 22 está a parte profética, com uma mensagem para o tempo final que precede a segunda vinda de Cristo.

“Também penso que essa linha hermenêutica não faz justiça ao livro porque, desde o primeiro século e ao longo da história da igreja, o livro sempre foi atual e relevante”, disse o pastor.

3. Histórica
Os historicistas acreditam que o livro levou uma mensagem oportuna e pertinente para o primeiro século, para as igrejas da Ásia e os cristãos daquela época e também para a atualidade.

“O livro aponta com eloquência para o tempo do fim e da consumação de todas as coisas. Mas dentro dessa perspectiva de interpretar o livro, há quatro correntes de abordagem”, disse Hernandes ao mencioná-las.

a) Pós-milenismo
“O pós-milenismo, que foi muito forte no período das missões modernas, entende que o milênio não é literal e que o mundo está sendo cristianizado pelo poder do Evangelho”, explicou.

“Penso que essa corrente tem dificuldades de explicar a apostasia e o esfriamento do amor que a Bíblia cita no tempo do fim. Além dos terremotos, catástrofes naturais e tsunamis”, comentou.

b) Pré-milenismo histórico
Boa parte dos pais da Igreja subscreveram essa linha pré-milenista: “Porém, o pré-milenismo histórico sendo pós-tribulacionista crê que a segunda vinda de Cristo é única, visível e vai estabelecer o seu reino de mil anos literais na Terra”.

“Certamente, essa corrente vai encontrar algumas dificuldades em virtude de que o reino de Cristo não é físico, político ou geográfico. O próprio Jesus disse que o reino dele não é deste mundo, mas é espiritual e está dentro de nós”, relacionou.

c) Pré-milenismo dispensacionalista
Hernandes explica que essa é uma linha de interpretação recente na história da Igreja, iniciada a partir do século 19, por John Nelson Darby, na Inglaterra. Boa parte da igreja evangélica brasileira subscreve o pré-milenismo dispensacionalista.

Entre as ideias principais dessa corrente está a divisão em 7 dispensações, distinção entre Israel e Igreja, onde a Igreja será arrebatada secretamente e antes do começo da Grande Tribulação. Além disso acredita em mais de uma ressurreição.

“É claro que essa visão enfrenta dificuldades por falta de amparo no Novo Testamento para essa ideia de arrebatamento secreto distinto da segunda vinda visível de Cristo e porque Israel e Igreja não são distintos dentro do propósito de Deus. Deus só tem um povo conforme Paulo escreveu em Efésios. Esse povo se chama Igreja e é composto de judeus e gentios”, explicou.

“Além disso, a Igreja sempre foi martírica e ela não será poupada da Grande Tribulação, mas será arrancada do meio da Tribulação. Esse é o ensino eloquente de todo o Novo Testamento”, completou.

d) Amilenismo
“O amilenismo prevaleceu na história da Igreja e prevalece até os dias de hoje pelos mais consistentes teólogos. Mas o termo ‘amilenismo’ não é feliz porque o prefixo ‘a’ indica negação e os amilenistas não negam o milênio”, disse.

Hernandes explica que os amilenistas interpretam o milênio de maneira diferente, como algo simbólico, ou seja, figuras que representam realidades espirituais.

Para o pastor, a humanidade já vive o milênio: “Cristo já está reinando com as almas e o Trono de Deus está nos céus. Cristo não terá um gabinete político com seus ministros terrenos, tomando decisões políticas”.

O pastor concluiu dizendo que o amilenismo é pós-tribulacionista e que a Igreja enfrentará sim a carranca do diabo, a fúria do Anticristo e a perseguição do mundo, mas mesmo assim será vitoriosa.

Fonte: Guiame

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Teólogo alerta cristãos que não oram: “A falta de oração é um pecado grave”

Segundo Dieudonné Tamfu, não orar significa não confiar que Deus cumprirá suas promessas
(
Foto: Imagem ilustrativa/Unsplash/Sam Balye).

O teólogo Dieudonné Tamfu alertou que não orar é um pecado grave contra Deus, em artigo recente do blog Desiring God.

Professor de Bíblia e Teologia da Bethlehem College & Seminary no Camarões, Tamfu observou que apesar dos cristãos saberem que a oração faz bem para o nosso interior, ainda falhamos em exercer o hábito espiritual no dia a dia.

“Embora Jesus nos diga ‘para orar sempre e não desanimar’ (Lucas 18:1), ficamos desanimados regularmente (talvez por causa da nossa falta de oração)”, afirmou o teólogo.

Citando a passagem bíblica de 1 Samuel 12 – onde Israel rejeita o governo de Deus e pede a Samuel que ore por eles, ao invés de clamarem por si mesmos – Tamfu explicou porque a falta de oração é considerada um pecado.

“Samuel vê a falta de oração como um pecado: ‘Longe de mim pecar, deixando de orar por você’”, observou o professor.

Assim como o povo de Israel foi libertado da escravidão diversas vezes pelo Senhor, o povo de Deus hoje também foi salvo da escravidão do pecado por Jesus. Por causa disso, os cristãos são dependentes do favor de Deus e devem clamar a Ele.

“A falta de oração é pecado porque ignora a história de Deus e o desígnio de Deus para o seu povo. É desígnio de Deus que dependamos dele e clamemos a ele para que possa nos salvar repetidas vezes. A história de Deus é a de coroar nossos clamores com a salvação, e o futuro não será diferente”, afirmou Tamfu.

Não orar é não confiar em Deus
Segundo o teólogo, não orar também significa não confiar que Deus cumprirá suas promessas, e isso é pecado.

“Orar é pedir a Deus que faça aquilo que ele se comprometeu a fazer. As promessas de Deus para o seu povo motivam a oração. A oração expressa nossa confiança em Deus, que prometeu nos fazer bem. A falta de oração é uma falha em confiar em Deus e em suas promessas. Samuel sabia que tal falta de oração seria um pecado grave”, pontuou.

E acrescentou: “Como você pode não confiar nas promessas do Deus que tem sido tão fiel e expressar essa confiança em orações?”.

Combatendo a falta de oração
Para Dieudonné Tamfu, combatemos a falta de oração ao olhar para a cruz de Cristo.

“A cruz expõe o nosso orgulho pecaminoso, a nossa falta de dependência de Deus. Na cruz, sabemos que nunca conseguiríamos orar o suficiente para ganhar o favor de Deus. Somos humilhados na cruz, e essa humildade é o combustível para a oração”, ensinou ele.

“Deixe a cruz de Cristo matar a sua falta de oração. Quando você tiver dificuldade para orar, não olhe para si mesmo. Não espere que a culpa, um melhor planejamento ou uma determinação mais forte transformem a maneira como você ora. Olhe para Jesus”, ressaltou.

O teólogo incentivou os cristãos a seguirem o exemplo de Cristo. “Jesus morreu pela nossa falta de oração e também deu o exemplo de como orar. Jesus orou sem cessar na terra e continua intercedendo por nós no Céu”, disse.

Fonte: Guiame

Evangelista diz que EUA vivem um avivamento: “Estamos no meio de uma reforma”

O evangelista Nick Hall está evangelizando a população na Dakota do Norte.
Jovens em evento cristão. (Foto: Reprodução/Instagram/Nick Hall)

O evangelista Nick Hall está em uma missão para levar o Evangelho a todas as gerações na Dakota do Norte, Estados Unidos.

Em uma entrevista recente à CBN News, o evangelista, fundador da missão Pulse, testemunhou sobre o avivamento no país.

Desde o avivamento na universidade de Asbury aos batismos em massa, muitos líderes cristãos observaram o despertar espiritual na América.

“Acho que estamos no meio de uma espécie de reforma. Há uma mudança acontecendo. Deus está atraindo muitas pessoas para Si”, disse Nick à CBN News.

Para o evangelista, o grande número de conversões e batismos no país representam um “momento de despertar”, onde uma infinidade de jovens está na “linha de frente”.

“Realmente há um avivamento. Você ouve essa palavra o tempo todo. E eu nunca vi nada parecido”, declarou ele.

E continuou: “Acho que as pessoas estão mais abertas e famintas pelo Evangelho do que estiveram em décadas. É um momento tremendamente emocionante”.

Esperança
Segundo Nick, esse movimento surge num momento em que grande parte da cultura está voltada para a aceitação de um “Evangelho do eu” — que se refere à “noção de que os seres humanos são os árbitros da sua própria verdade e devem simplesmente seguir os seus próprios caprichos e emoções”.

No entanto, mesmo com a influência negativa desta ideologia, o evangelista demonstrou esperança:

“Todo mundo está reclamando da escuridão e de como ela é ruim. Nunca houve um momento melhor para compartilhar a luz do que hoje”.

Atualmente, Nick está treinando jovens evangelistas nos EUA através da missão Pulse.

Nascido na Dakota do Norte, ele criou um plano envolvendo ações evangelísticas na região para os próximos dois anos.

Ele espera “cobrir todos os cantos do estado” com o amor de Deus, visitando centros de recuperação, lares de idosos, centros juvenis e qualquer local que esteja aberto para ouvir as Escrituras.

Recentemente, o evangelista encerrou mais uma turnê da “The Reason Tour”, um evento missionário em oito cidades na Dakota do Norte que transformou a vida de muitos.

“Centenas de pessoas todas as noites responderam ao Evangelho. Nós realmente acreditamos que isso é algo que pode se espalhar por toda a América”, explicou ele.

Por fim, Nick disse que espera ajudar a promover a “unidade e a oração” no estado. Ele também espera ver um impacto profundo do Evangelho apesar da narrativa cultural.

“Como seguidores de Cristo, temos que ser lembrados onde está a nossa esperança”, concluiu ele.

Fonte: Guiame

domingo, 21 de janeiro de 2024

Mais de 100.000 jovens se reuniram para buscar a Deus no início de 2024

Pastores celebram a participação de milhares de jovens que se reuniram para adorar a Jesus no início do ano novo.

Momento durante o culto Passion 2024. (Foto: Facebook/Chidima Craig)

Um autêntico avivamento espiritual que teve início em 2023 continua nos primeiros dias de ano novo, com dezenas de milhares de jovens mostrando uma devoção inabalável a Jesus, lotando igrejas, auditórios e estádios em todo o país para adorar o Seu Nome.

Fundador do Think Eternity, o evangelista Matt Brown compartilhou recentemente que milhares de jovens estão começando o ano de 2024 com uma busca apaixonada por Deus.

“Bem mais de 100.000 jovens se reuniram para buscar a Deus no Ano Novo e para comemorar o avivamento de 2024”, escreveu ele na segunda-feira em seu perfil do X (antigo Twitter).

Brown destacou que 10.000 pessoas participaram da Cross Con em Kentucky no início deste mês, 13.500 compareceram ao Strength to Stand no Tennessee em dezembro, e 12.000 participaram da conferência Hearts on Fire em novembro.

“É claro que não há como começar a calcular os milhões de pessoas que se reuniram nas igrejas locais para buscar a Deus em todo o país e no mundo”, acrescentou Brown.

E ainda, mais de 55.000 jovens se reuniram em Atlanta, na Geórgia, na semana passada, para adorar Jesus, mergulhar na Palavra de Deus e aprender como ser luz em sua geração durante a conferência Passion 2024.

“É tudo sobre Jesus”, disse o fundador e pastor da Passion, Louis Giglio.

Esta declaração tornou-se especialmente verdadeira durante um culto de adoração da conferência Passion, quando dezenas de milhares de pessoas continuaram cantando "Digno é o Cordeiro" por vários minutos, mesmo após a banda ter encerrado a apresentação.

“Tento não me deixar levar pela música alta e pelas luzes brilhantes, porque então é apenas uma experiência emocional e interfere na adoração genuína, mas quando a música parou e todos nós cantamos, algo especial aconteceu”, lembrou o youtuber Noah Buchanan sobre a experiência. "Algumas pessoas riram, outras choraram. Poderiam ter ficado ali por horas."

O Dr. Malachi O'Brien descreveu isso como "uma manifestação que acontece uma vez em uma geração".

O pastor Zach Meerkreebs, cujo sermão na Universidade de Asbury deu início a um derramamento do Espírito Santo de 16 dias, descrito por muitos como um avivamento, é o primeiro a reconhecer que o que está ocorrendo é uma genuína obra do Espírito de Deus.

“Em 8 de fevereiro, a generosidade de Deus foi derramada sobre uma pequena faculdade”, disse Meerkreebs. “Não foi uma boa pregação, foi o derramamento de Deus do Seu Espírito. Foi inacreditável”.

Sua paz, Sua paciência, Sua bondade, Sua gentileza, Sua humildade estavam apenas em nosso meio e o ego era ofensivo”, ele compartilhou. "Não consigo chegar ao altar rápido o suficiente para me livrar dos nossos pecados... Os alunos encontraram Deus."

Meerkreebs acrescentou que “vale a pena lutar pelo que está acontecendo agora”.

“Ouvimos histórias de estádios no Paquistão, em Israel e em todo o mundo, as pessoas estão apenas buscando Sua face e permanecendo em Sua presença porque vale a pena”, disse ele.

Meerkreebs e Paul Worcester, Diretor Colegiado Nacional do Conselho de Missões da América do Norte, conduzirão um fórum em 23 de janeiro para discutir formas de sustentar esse movimento entre a Geração Z.

Shane Pruitt, diretor nacional da Next Gen do North American Mission Board (NAMB), lançou recentemente um estudo bíblico intitulado "Revival Generation" (Geração de Reavivamento, em tradução livre) em parceria com a Lifeway Christian Resources.

O livro orienta os alunos por meio de um estudo de oito palavras que abordam temas como arrependimento, santidade, rendição e obediência. Ele explora o significado de os alunos vivenciarem um avivamento pessoal em sua jornada com Deus, conforme relatado pela Baptist Press.

Em julho, Pruitt afirmou à CBN News que acredita que os bloqueios e restrições decorrentes da pandemia de Covid-19 foram o catalisador para uma transformação espiritual na Geração Z.

“A pandemia não criou novos problemas para a Geração Z, mas acho que despejou gás em alguns problemas que já existiam. Há uma geração inteira que chegou ao fim em uma idade muito mais precoce”, explicou Pruitt. "Eles estão procurando esperança e respostas."

“Podemos entrar no Evangelho e dizer ‘A esperança que você procura, a verdade que você procura na verdade tem um nome, e o nome dele é Jesus'”, acrescentou.

Milhares de jovens buscando a Jesus, Passion 2024. (Captura de tela/YouTube/Noah Buchanan)

No entanto, outros líderes e ministérios cristãos estão convocando um milhão de jovens a voltarem ao seu primeiro amor por meio do movimento de jejum e oração "Roaring Twenties" (Loucos anos 20, em tradução livre).

O tema do jejum deste ano é "Reavivamento do Primeiro Amor", inspirado em Apocalipse 2:4-5, e teve início em 8 de janeiro e será encerrado em 28 de janeiro.

"O primeiro amor por Jesus parece ser a comunhão entre o que o Espírito está enfatizando AGORA em Sua Igreja. A crise em Israel, a agitação política na América e a sensação de escuridão tentando destruir a Igreja estão despertando muitos para o amor por Jesus como a ÚNICA resposta para a hora em que nos encontramos", compartilhou O'Brien, um dos organizadores do evento.

"O apelo para que um milhão de jovens jejuem e orem é histórico, mas não deve ser sobre qualquer igreja, líder, organização ou denominação, mas sim sobre um coletivo de crentes, jovens e velhos, que sentem que Deus está prestes a fazer algo histórico no rugido anos 20. Quero ver essas histórias compartilhadas e ver uma nova geração marcada pela mesma fome e paixão dos grandes líderes espirituais do passado”,

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA CBN NEWSATUALIZADO: SEXTA-FEIRA, 12 DE JANEIRO DE 2024 15:00

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Cristão que memorizou o Novo Testamento ensina ‘técnicas’ para decorar versículos

Aaron House fala sobre a importância de se memorizar a Palavra de Deus e dá algumas dicas para quem deseja desenvolver essa capacidade.
Aaron House ensina técnicas de memorização da Bíblia em igrejas. (Captura de tela/YouTube/Piercing Word Ministry)

O ex-ator Aaron House decidiu combinar seu amor pelo teatro com sua fé em Deus. Para isso, em 2013 ele começou um ministério chamado “Piercing Word” (Palavra Perfurante, em tradução livre).

O “Piercing Word Ministry” é uma organização sem fins lucrativos em tempo integral com sede em Lancaster, na Pensilvânia (EUA), formada por um grupo de profissionais de teatro apaixonados por acompanhar líderes cristãos para ajudá-los a envolver os crentes com a Palavra de Deus. “Apresentamos as Escrituras em produções dramáticas e musicais que são palavra por palavra da Bíblia e equipamos a Igreja na arte da memorização da Bíblia”, diz o site.

Pastor ordenado pela Champion Forest Baptist Church em Houston, Aaron fala sobre o objetivo do ministério:

“Viajamos pelos Estados Unidos e além, levando a Palavra de Deus para o centro do palco e acendendo uma paixão por ela e pela arte na igreja", diz Aarão. "Não apenas executamos as Escrituras; desafiamos todos, em todos os lugares, a memorizar a palavra de Deus por si mesmos."

Quando Aaron assumiu o Ministério Palavra Perfurante, em 2013, passando de meio período para tempo integral, ele se propôs a memorizar a Palavra de Deus, já que ele faria esse desafio às pessoas.

"Me propus a memorizar todo o Novo Testamento em um ano", disse Aaron. "Não terminei em um ano. No entanto, pela graça de Deus, ao longo de um ano e meio, consegui memorizar e recitar perante uma audiência pública 25 dos 27 livros do Novo Testamento."

‘Arma contra o inimigo’

Aaron explica que isso foi uma das coisas mais difíceis que já fez em sua vida, no entanto uma das mais gratificantes.

"É a única arma ofensiva contra o inimigo que ele nos dá na armadura de Deus. Adoramos equipar as pessoas para fazer isso", diz Aaron, que é casado e pai de três crianças.

Ele diz que para muitos, o começo pode ser desafiador. Porém, Aaron traz algumas dicas que podem ajudar e incentivar a memorização:

1. Motivação: 
Aaron avisa que o primeiro passo para aprender as Escrituras é tentar entender o motivo de memorizá-la.

Ele diz que uma boa pergunta a ser feita é se a passagem que você está memorizando tem como motivação levá-lo a se aproximar do Senhor e não apenas a obter conhecimento. Com a motivação correta, haverá mais facilidade em conseguir gravar as palavras que o Espírito Santo inspirou nas Escrituras. Nesse caso, o conteúdo não ficará apenas na mente, mas no espírito da pessoa.

2. Partes pequenas e favoritas: 
Antes de começar com textos longos e até livros inteiros, Aaron orienta a iniciar com porções menores e ir avançando. Começar por grandes porções da Bíblia pode ser desencorajador pela quantidade de termos, então os “pequenos começos” podem estimular e impulsionar a memorização.

“[Memorizar] todo o livro de João, parece mais um conhecimento, apenas querer conhecê-lo melhor, o que é um grande objetivo. Mas antes, você precisa ter certeza de que memorizou algo menor", explicou Aaron. "Se você já memorizou versos únicos, talvez consiga um Salmo, que tem de 8 a 13 versos."

A partir daí, ele diz para passar para um capítulo favorito. Depois disso, um pequeno livro da Bíblia, como Filipenses ou Tiago. Se você pode fazer isso, diz ele, vá para um grande livro da Bíblia.

3. Ajuda de alguém comprometido. 
Outro passo na memorização da Bíblia é encontrar um “parceiro de responsabilidade que possa ajudá-lo a manter seu plano”. Alguém que o estimule e que ajude na fixação dos termos.

4. Técnicas. 
Aaron diz que algumas técnicas são eficazes para ajudar na memorização da Palavra de Deus.

Para isso, ele criou uma série de livros e vídeos para ajudar aqueles que desejam aprender como memorizar as Escrituras, chamados de Guerreiros da Palavra (disponíveis apenas em inglês).

Aaron diz que, mais que um desejo pessoal, memorizar as Escrituras é ter armas poderosas na batalha espiritual, conforme o apóstolo Paulo ensina em Efésios 6 a partir do verso 10.

"Desafiamos e equipamos uns aos outros para colocar toda a Armadura de Deus e lutar com a Espada do Espírito para obter vitórias espirituais em nossas vidas diárias."

Ele diz que seu livro nasceu de sua própria experiência e estudo, incluindo a sabedoria que adquiriram quando Aaron lutou contra os primeiros desafios de memorizar 26 livros da Bíblia.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA CHVNATUALIZADO: SEXTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2023 09:28

Influência demoníaca também pode afetar líderes cristãos, alerta escritor

Stephen E. Strang conta a história de um pastor que era oprimido por demônios e foi curado após uma oração de libertação.
Stephen E. Strang. (Foto: Captura de tela/Eric Metaxas on TBN)

Em seu novo livro “Vida guiada pelo Espírito em um mundo de cabeça para baixo”, o autor Stephen E. Strang diz que dedicou um capítulo inteiro sobre a guerra espiritual travada pelo diabo para roubar, matar e destruir as pessoas.

Para ele, essa influência demoníaca, muitas vezes, não é compreendida no mundo físico. “Sem saber que estão sendo atacadas espiritualmente, muitos não buscam a libertação por causa da conotação negativa que isso tem”; explicou em artigo publicado pelo Christian Post.

“Os cristãos não podem abandonar o ministério de libertação, pois há aqueles que realmente querem experimentar a liberdade”, disse o fundador e CEO da Charisma Media, eleito pela revista Time como um dos 25 evangélicos mais influentes da América.

‘Tormento pessoal’
“Lembro-me da citação do famoso autor C.S. Lewis, que disse que o diabo quer que os crentes ignorem totalmente esse tipo de guerra espiritual ou coloquem uma ênfase exagerada nisso”, comentou.

“No capítulo sobre libertação, conto uma história incrível que relatamos anos atrás na revista Charisma. É a história de um pregador batista que experimentou a libertação e mostra o quanto esse ministério é importante”, disse.

“James Robison era um agitador, conhecido como ‘o jovem pregador raivoso dos Batistas do Sul’. Ele protestou contra o pecado do púlpito e desenvolveu um dos ministérios mais bem-sucedidos do país”, continuou.

“Robison já havia pregado para 12 milhões de pessoas e visto 1 milhão de pessoas serem salvas sob seu ministério. Mas ele estava passando por um tormento pessoal”, citou.

O escritor conta que o pastor estava insatisfeito com sua vida espiritual: “Ele começou a comer demais e a ganhar peso, e sua mente tornou-se mais atormentada por pensamentos lascivos. Enquanto pregava, ele fazia contato visual inapropriado com as mulheres na platéia”.

Depois disso, o autor conta que Robison passou a sentir que espíritos demoníacos o estavam provocando, e muitas vezes, ele se sentava na plataforma da igreja com medo de pecar em seu coração.

Libertação e cura
Finalmente, o pastor atormentando falou com um membro da igreja que era conhecido por ter um ministério de libertação: “O homem olhou para o Robison, começou a chorar e disse que estava orando por ele há 6 anos”.

“Sinto muito por você. Expulsei demônios de prisioneiros, condenados, assassinos, bruxas e viciados em drogas, mas você é a pessoa mais oprimida que já vi. Você está tão atormentado que não sei como conseguiu manter sua sanidade”, disse o homem.

“Robison queria sair correndo da sala enquanto o orgulho crescia nele, mas ele sabia que o homem estava certo. Então, pediu uma oração e o homem repreendeu Satanás”, o escritor continuou relatando.

Apesar de Robison não ter sentido nada naquele momento, ele ficou esperançoso: “Dois dias depois, em sua casa, Robison acordou com as Escrituras que nunca havia memorizado saindo de sua boca. Ele se sentia muito diferente. Então, ele agarrou a esposa e disse: ‘Acabou, acabou!’. Ela não entendeu nada, mas ele sabia que havia sido liberto”, resumiu.

“Daquele dia até hoje, o ministério de Robison prosperou. Melhor ainda, ele tem a alegria, a paz e a liberdade que buscava. Ele é um líder maduro e respeitado, com percepções aguçadas sobre libertação e destruição de fortalezas inimigas”, disse ainda o escritor.

“A libertação é possível para todas as pessoas, basta deixar de lado o orgulho e confiar que sua vida é melhor nas mãos de Deus do que nas suas próprias”, concluiu.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN POSTATUALIZADO: SEXTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2023 14:55

Pastor diz que afastamento da verdade levará o mundo a acreditar na ‘falsa religião’

Skip Heitzig diz que embora o futuro sistema religioso mundial se pareça em alguns aspectos com o cristianismo, é “A Grande Babilônia”, de Apocalipse.
Pastor Skip Heitzig pregando na Calvary Church. (Captura de tela/YouTube/Connect with Skip Heitzig)

Em uma recente pregação intitulada “A vindoura religião mundial’, Skip Heitzig, fundador e pastor sênior da Calvary Church, no Novo México (EUA) diz que Karl Marx estava certo quando chamou a religião de ópio das massas: “Ele descobriu a verdade de que o homem é incuravelmente levado a adorar alguma coisa, em algum lugar”.

Skip afirma que “se os humanos não se curvarem diante do santo e verdadeiro Deus, então inventarão seu próprio método, seu próprio sistema, seu próprio deus, e adorarão sua própria criação”.

O pastor explica que embora o futuro sistema religioso mundial se assemelhe em alguns aspectos ao cristianismo, o apóstolo João em sua visão do Apocalipse o chama de “Babilônia, a Grande”, em alusão a uma “monstruosa combinação ecumênica de tudo o que as pessoas consideram ‘espiritual’. E o mundo vai acreditar nisso - anzol, linha e chumbada.”

“Sempre que o povo de Deus se afastou do Deus verdadeiro e vivo, ou quando qualquer grupo de pessoas adorou qualquer coisa que não fosse Deus, a Bíblia consistentemente rotulou isso como prostituição”, diz Skip.

Ele traz como exemplo a história de Israel, quando Deus pergunta a Jeremias: “Você viu o que a apostasia de Israel fez? Subiu a todo monte alto e debaixo de toda árvore frondosa, e ali se prostituiu” (Jeremias 3:6).

O pastor explica que o povo de Israel era rebelde e tornou um hábito visitar bosques de “falsa adoração, onde esculpiam estátuas em troncos de árvores para adorar”. E então Deus disse, apenas alguns versículos depois: “E aconteceu que, por causa de sua prostituição casual, ela contaminou a terra e cometeu adultério com pedras e árvores” (v. 9).

Livro de Oséias e a infidelidade de Israel
Skip adiciona em seu argumento o livro de Oséias, que é todo construído sobre a metáfora de uma esposa infiel que se prostitui. “Assim como Oséias repetidamente tentou alcançar sua esposa rebelde, Deus tentou repetidas vezes atrair Seu povo de volta para Si; e, no entanto, Israel foi consistentemente infiel a Ele. Ela jogou a prostituta seguindo outros deuses.”

No livro de Apocalipse 17, temos uma mulher profundamente infiel a quem um anjo chama de “a grande meretriz”, aponta o pastor. Segundo Skip, ela representa um sistema religioso que afirma estar unido a Deus, mas, como uma prostituta, é infiel a Deus.

“O pecado dela é fornicação espiritual, o pecado de se afastar de Deus e se recusar a permanecer espiritualmente fiel a Ele”, diz.

Babilônia
Skip traz ainda a história de Nimrod, relatada em Gênesis 10, um homem que está quatro gerações afastado de Noé; seu avô era Ham, o filho perverso de Noé.

“Após o dilúvio, Deus disse à família de Noé para se multiplicar e cobrir a face da terra. Mas alguns dos descendentes de Noé, incluindo Nimrod, pensaram que tinham um plano melhor. Quando chegaram a uma planície na terra de Sinar, disseram uns aos outros: ‘Venham, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo cume chegue até os céus; façamos um nome para nós mesmos, para que não sejamos espalhados por toda a face da terra’ (Gênesis 11: 4).

“Observe a rebelião deles: enquanto Deus lhes disse para ‘encher a terra’ (Gênesis 9:1), eles decidiram ficar juntos em sua cidade, ‘para que não sejamos espalhados por toda a face da terra’. Eles agiram em desobediência direta a uma ordem clara e divina.”

Skip diz que as pessoas, lideradas por Nimrod, conceberam sua cidade em rebelião aberta contra Deus. “Toda a sua filosofia foi construída sobre a ideia de exaltar a si mesmos e degradar a Deus. Poderíamos dizer que foi a primeira cidade humana construída sobre a filosofia do humanismo secular. Eles a chamaram de Babel, que mais tarde se tornou Babilônia.”

Novo sistema religioso
Skip lembra que aquele grupo não ficou “apenas com a filosofia”. Eles também decidiram criar um novo sistema religioso.

“Eles disseram: Vamos construir... uma torre cujo topo chegue até os céus’. Eles reconheceram sua necessidade espiritual, mas procuraram preenchê-la com uma religião do tipo faça você mesmo”, diz.

“A torre que decidiram construir provavelmente tinha a forma de um zigurate, uma plataforma escalonada com um santuário bem no topo. Normalmente um sacerdote oficiava no santuário, usando os signos do zodíaco para tentar prever o futuro de seu povo”.

Por que o Mistério Babilônia é chamado de mãe das prostitutas?, questiona Skip. Segundo ele, o apóstolo João dá esse nome porque nela foi gerada uma série de outros falsos sistemas religiosos ao longo da história.

“Esse sistema atingirá seu pico durante a Tribulação. Sem dúvida, a versão final incorporará alguns elementos da igreja – o cristianismo de forma pervertida e apóstata. O apóstolo Paulo escreveu: ‘O Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios’ (1 Timóteo 4:1).”

No tempo do fim, diz o Pr. Skip, esta prostituta religiosa terá estabelecido um reinado mundial. “Em Apocalipse 17:1, a frase ‘que está assentado sobre muitas águas’ refere-se a todas as pessoas da terra. Esse significado fica especialmente claro no versículo 15, quando um anjo diz a João: ‘As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas’”.

Ele conclui dizendo que “vivemos em uma época em que as linhas da verdade estão se tornando cada vez mais indistintas. Tornou-se moda recusar-se a tomar uma posição dogmática sobre qualquer coisa, especialmente sobre Jesus Cristo. E assim, as pessoas em todos os lugares estão se afastando da verdade”.

“Quero exortá-lo a se apegar à verdade a todo custo. O mundo está rapidamente chegando ao ponto de abandonar a verdade. Não acompanhe a multidão — defenda a verdade! Pode custar-lhe tudo. Mas um dia, se você permanecer firme, ouvirá algumas belas palavras dos próprios lábios de Jesus: ‘Muito bem, servo bom e fiel’”.

.FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO ALL ISRAEL NEWSATUALIZADO: SEXTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2023 11:32