segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Prisioneiros cristãos na Coreia do Norte são espancados, torturados e passam fome

Sobreviventes testemunham o horror vivido nas mãos de oficiais norte-coreanos. Um deles conta que uma líder de igreja subterrânea foi espancada até a morte.
Kim Jong-un em visita a Berlin. (Foto: Driver Photographer/Flickr)

De acordo com o relatório da Korea Future — organização inglesa de direitos humanos — os cristãos prisioneiros norte-coreanos são mais afetados pela violência do que outros grupos religiosos.

As vítimas que sofreram torturas nas prisões foram entrevistadas e mostraram suas cicatrizes, bem como suas deformidades físicas pela cicatrização incorreta das fraturas. Além disso, elas apresentaram transtornos depressivos.

O relatório foi apresentado na última terça-feira (14), com base em 237 entrevistas de sobreviventes, testemunhas e os próprios perpetradores da perseguição que fugiram da ditadura para viver na Coreia do Sul.

Crueldades cometidas contra os cristãos

O relatório intitulado por “Tortura, tratamento ou punição cruel, desumano ou degradante experimentado pelas minorias religiosas da Coreia do Norte”, declarou o seguinte: “O Cristianismo tem menos adeptos, mas é a religião mais severamente perseguida na Coreia do Norte”.

As igrejas subterrâneas — pequenas congregações clandestinas — existem na Coreia do Norte, mas são raras e muito perseguidas. De acordo com uma testemunha, oficiais de segurança do estado espancaram até a morte uma prisioneira cristã que dirigia uma delas.

“O lábio dela estava retalhado. Os policiais seguraram seu cabelo e bateram sua cabeça contra as barras da cela. Um deles mandou que ela colocasse a mão no chão. Ele pisou nela e girou os pés 90 graus. Todos os dedos dela se quebraram. Ela não teve direito a nenhum tratamento médico”, relatou.

“Eu cheguei a falar para que ela não liderasse mais a igreja clandestina, mas ela disse que tinha membros da igreja para cuidar. Um tempo depois, ela morreu depois de ser seriamente espancada por funcionários do Ministério de Segurança do Estado”, disse ainda.

Cristãos desnutridos e enfrentando a fome

O relatório explica como o regime usa a privação de alimentos em estabelecimentos penais como forma de tortura. Um sobrevivente disse que os agentes do governo picaram rabanete congelado.

“Havia também pequenas pedras e grãos de areia servidos com o rabanete. No início, eu não conseguia comer o rabanete porque sentia o atrito em meus dentes. Mas, no quinto dia, tive que comer porque estava morrendo de fome”, contou.

Outro sobrevivente também compartilhou: “Eu estava extremamente desnutrido. Meus ossos estavam aparecendo. Continuei orando na cela porque era meu único refúgio. Se eu falasse algo sobre minha religião, eu seria executado por fuzilamento no estabelecimento penal ou transferido para um campo de prisioneiros políticos pelo resto da minha vida”, disse.

Realidade nos campos de trabalho forçado

“Na penitenciária, tive que limpar grama, feijão e batata. No campo fui forçado a trabalhar apenas para sobreviver. Comia das plantações que ainda estavam cobertas de sujeira”, disse o sobrevivente.

O relatório descreve como o governo norte-coreano também persegue os seguidores do budismo, catolicismo, cheondoísmo e xamanismo. A perseguição já foi observada por um período de 73 anos.

Os religiosos são classificados como hostis ao Estado e sujeitos a discriminação e perseguição absoluta.

“A expansão de um sistema de campo de prisioneiros políticos, que detém até três gerações de famílias associadas à religião para o resto da vida, incorporou a religião e a crença como um crime de consciência política e social na Coreia do Norte”, finaliza o documento.

Fonte: Guiame

Casal cristão cria ministério para apoiar mães solteiras nos EUA

O Blue Haven Ranch oferece assistência financeira, alimentação e aconselhamento cristão para mães em vulnerabilidade.
O Blue Haven Ranch oferece uma rede de apoio para mães em vulnerabilidade. (Foto: Facebook/Blue Haven Ranch).

O casal cristão Aubrey e Bryan Schlackman, nos Estados Unidos, criou uma rede de apoio para mães solteiras em vulnerabilidade social. O ministério Blue Haven Ranch em Argyle, no Texas, está ajudando mulheres grávidas a superarem traumas e a escreverem um novo recomeço.

"Essas mães solteiras, que através de uma enorme variedade de circunstâncias são mães solteiras novamente ou talvez tenham sido mães solteiras o tempo todo, encontram-se grávidas em diferentes situações que podem ser divórcio, abuso, abandono de longo prazo e relacionamentos de curto prazo", afirmou Aubrey à CBN News.

O Blue Haven Ranch oferece assistência financeira, alimentação, aconselhamento cristão e discipulado para mães solteiras. O propósito principal do ministério é construir um rancho com chalés individuais para as beneficiadas.

Porém, percebendo que as mães não poderiam esperar até a construção do rancho, o casal cristão decidiu iniciar o trabalho sem a estrutura.

“Sabíamos que poderíamos levar mães que já estão em moradias atuais, e elas estavam em uma situação segura e depois trazê-las para nosso estudo bíblico e uma estrutura de grupo de apoio em nossa casa. Todos nós cozinhamos as refeições juntos e as mandamos para casa com as refeições”, explicou Aubrey.
O casal cristão Aubrey e Bryan Schlackman criou o Blue Haven Ranch. (Foto: Facebook/Blue Haven Ranch).

Atualmente, a rede auxilia cinco mulheres. “Basicamente, nós as hospedamos em casas de aluguel e complexos de apartamentos, e pagamos pelo aluguel e pelos serviços públicos associados a esse aluguel”, contou a fundadora.

Uma das beneficiadas é Beth, uma trabalhadora e mãe solteira de 2 filhos, que engravidou no auge da pandemia da Covid-19. Segundo ela, a rede de apoio tem sido uma bênção e um socorro para sua família.

"Sem o Blue Haven Ranch, as montanhas da vida teriam sido muito mais difíceis de escalar. Mas agora elas são apenas pequenas colinas que eu posso superar. Desde então, Madallyn nasceu. Ela é uma menina linda e perfeita, e sem a ajuda do Blue Haven Ranch e das doces senhoras de lá, não teríamos tudo o que precisamos. O ministério foi realmente uma dádiva de Deus”, disse Beth.

E concluiu: “Eu me sinto mais poderosa, especialmente quando eles oram por mim. Eu realmente amo essa parte. Posso todas as coisas em Cristo”.

Para Aubrey, tem sido gratificante ver os impactos positivos na vida das mães solteiras. “Algumas de nossas mães, que saíram de algumas circunstâncias bastante desesperadoras e até situações abusivas, agora se sentem seguras e seus filhos estão seguros. Elas se sentem amadas e acolhidas, mesmo com o fato de que algumas delas não são crentes”, celebrou.
O Blue Haven Ranch oferece uma rede de apoio para mães em vulnerabilidade. (Foto: Facebook/Blue Haven Ranch).

A cristã relatou que Deus lhe deu a ideia de criar o rancho há 2 anos, em resposta a um desejo que ela e o esposo oravam. “Estivemos envolvidos em diferentes ministérios, mas também temos um grande coração por mães grávidas solteiras há muito tempo. É isso que somos chamados a fazer como seguidores de Cristo: amar a Deus, amar os outros e fazer discípulos", afirmou.

Agora, o ministério está promovendo uma campanha de arrecadação de fundos para construir o rancho com os chalés para as mães solteiras.

Rede de apoio como combate ao aborto

Redes de apoio, como a do Blue Haven Ranch, têm sido vistas como um modelo de como as igrejas podem ajudar mulheres grávidas, com o propósito de evitar a prática do aborto.

Aubrey acredita que com a nova lei do Texas, que proíbe o aborto quando o batimento cardíaco é detectado, e a possível proibição do aborto nos EUA se a lei Roe v. Wade for revogada, a necessidade de atender as mães aumentará.

"Sentimos que o momento é tão importante para o que estamos fazendo agora. Porque sendo capazes de oferecer a essas mães essa rede de segurança, as capacita para serem mães melhores assim que saírem do programa e mais bem equipadas", avaliou.

Fonte: Guiame

“Vivemos numa época que o governo tenta agir como se fosse Deus”, diz vocalista do Skillet

Conforme o cantor, a atual filosofia “idólatra e estatista” não pode tirar dos cristãos o direito de celebrar a liberdade em Cristo.
John Cooper, vocalista da banda Skillet. (Foto: Reprodução/Instagram John Cooper/Annette Hollow Photos)

O vocalista da banda Skillet, John Cooper, está firme no movimento de incentivar os cristãos “a abraçar sua liberdade em Jesus”, independente do preço que isso possa custar.

Em entrevista ao Christian Post, ele falou sobre a autoridade que cada pessoa tem. “Deus nos deu essa autoridade como indivíduos. A Igreja tem sua esfera de autoridade e o governo também tem sua esfera de autoridade. Mas, deveríamos governar sob o senhorio de Cristo”, disse ao explicar o que significa “domínio” para ele.

“A questão é que estamos vivendo numa época em que o governo está tentando agir ‘como se fosse Deus’ e isso se tornou uma filosofia idólatra e estatista”, ele disse.

“A verdadeira liberdade está em Cristo”

O cantor explicou que não consegue falar muito sobre esse assunto, mas que é um tema pelo qual é apaixonado. Ao se deparar com o tipo de domínio por parte do governo, ele gosta de falar sobre a “celebração da liberdade”.

“A verdadeira liberdade só é encontrada no senhorio de Jesus Cristo”, declarou. “Sou um músico cristão há 25 anos e muitas pessoas perguntaram porque me tornei tão franco nos últimos anos”, continuou.

“Eu sempre fui bastante sincero sobre minha fé em shows, mas algo mudou na cultura que me transformou. Eu passei a perceber que ‘é agora ou nunca’. Precisamos falar das verdades do Evangelho”, respondeu.

“Você não pode impedir o agir do Espírito Santo”

Ao mencionar que, talvez, as velhas maneiras de alcançar os perdidos não sejam mais “tão eficazes” e que também não adianta mais só apaziguar o mundo secular e sua ideologia anti-bíblica, Cooper conclui que “isso não está mais funcionando”.

De acordo com o cantor, ateus e ativistas LGBT geralmente não têm vergonha de compartilhar suas crenças e protestar contra o casamento tradicional e o cristianismo. “Portanto, os cristãos deveriam ser mais francos também”, comparou.

“Eles vão te dizer o que pensam sobre tudo, e eles não são tímidos sobre isso. Por que devemos ser tímidos sobre o que acreditamos? É a verdade. Nós celebramos a liberdade em Cristo, não importa o que aconteça”, continuou.

“E se o pior acontecer, o Espírito Santo fará um trabalho incrível. Eu acredito que Ele agirá assim como fez no Novo Testamento. Você não pode impedir o mover do Espírito Santo”, enfatizou.

“Ninguém pode impedir que o Evangelho do Reino invada as pessoas que não estavam esperando por isso. Então, devemos celebrar essa liberdade em Cristo, mesmo que o pior aconteça”, reforçou.

Resistência e intolerância

O músico enfatizou também que os cristãos devem falar abertamente sobre sua fé, “não por causa do orgulho, mas por causa do grande privilégio que os ocidentais têm de adorar livremente a Deus”.

“Acho que temos que falar alto sobre nossa fé e, com isso, não estamos nos gabando da liberdade, só estamos lutando pelos direitos individuais em nosso país”, relacionou.

Em seu novo álbum “Dominion”, as letras das músicas “inspiram e encorajam as pessoas a lutarem pela liberdade” que é garantida pela própria Constituição dos EUA.

Nos últimos anos, o cantor compartilhou que viveu momentos difíceis simplesmente por falar de sua fé em público. Cooper, que até pregava em seus shows, disse que agora encontra resistência e intolerância. Mesmo assim, ele tem usado suas redes sociais para evangelizar.

“De repente, percebi que se vou fazer a diferença nesta geração mais jovem, preciso começar a me esforçar mais”, disse Cooper ao revelar que já perdeu vários amigos por causa disso.

“Quero que os cristãos saibam que não estão sozinhos nas batalhas espirituais que são travadas no mundo de hoje. Você não é o único a perceber que há uma guerra espiritual acontecendo. Há muitas pessoas nessa luta, e espero que este álbum lembre as pessoas disso”, concluiu.

O lançamento do álbum Dominion, com suas 12 músicas, alcançou o primeiro lugar no iTunes Top Albums. Cooper disse que seu novo trabalho “é uma celebração de Jesus Cristo, que é o dono das nações, do mundo e do universo”.

Fonte: Guiame

Temos anjos da guarda? Pastor diz que sim e explica: “Eles estão a serviço de Deus”

O pastor Joel Engel lembra que os anjos são citados em toda a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse.
Imagem ilustrativa. (Foto: Gavin Allanwood/Unsplash)

Você já teve experiências com anjos de Deus? O pastor Joel Engel ministrou na última terça-feira (1) sobre os seres angelicais e sua função de acordo com a Bíblia, lembrando que Deus determinou anjos específicos para a nossa guarda.

“Os anjos são enviados por Deus com uma missão”, disse Joel Engel. “Os anjos são criaturas de Deus um pouco diferentes do homem. Eles são seres espirituais, são invisíveis e não têm corpos físicos. Mas eles existem e fazem essa conexão com Deus — em tudo o que Deus quer fazer, Ele convoca seus anjos.”

Cada pessoa tem um anjo da guarda? O pastor diz que sim e explica citando Hebreus 1:14, que diz que os anjos são “espíritos ministradores enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação”.

Engel também lembra que os anjos são citados em toda a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse. “Deus sabia que em nossa trajetória na terra precisaríamos de ajuda”, afirma.

No entanto, ele alerta: “Não devemos orar para o anjo. Os anjos não são maiores do que nós. Nossa oração deve ser para Deus.”

O pastor ensina ainda que, na tradição judaica, pouco antes do nascimento, a criança conhece seu futuro pré-destinado por Deus. Contudo, Deus ordena que um anjo vá até o bebê não nascido e toque levemente com o dedo em seus lábios — um ato que faz com que a criança nasça em total esquecimento de tudo o que viu.

Por isso, ele ensina que dentro de nós há uma memória. “Deus nos faz esquecer porque quanto mais revelação nós temos da luz de Deus, menos livre arbítrio nós temos. Porque na terra somos aperfeiçoados pelas lutas e batalhas, e exercitamos algo que os anjos não precisam exercitar: a fé e a confiança em Deus”, afirma.

A hierarquia dos anjos e a manifestação de Deus

Engel ensina que há 10 categorias de anjos, pelos quais também estão distribuídas 10 manifestações da glória de Deus. “Cada anjo de Deus tem uma categoria que emana algo de Deus”, afirma.

1. Chaioth ha Quaddosh: Potestades

2. Ofanim (Auphanim): Tronos

3. Arelim (Erelim): Principados

4. Chasmalim (Hasmalim):Dominações

5. Seraphim: Serafins

6. Malachim: Virtudes

7. Elohim: Arcanjos

8. Bene Elohim: Anjos

9. Cherubim: Querubins

10. Ashim (Ishim): Almas dos santos

Ele também menciona os sete anjos destacados pela “Angelologia”, de acordo com a Enciclopédia Judaica:

1. Miguel (tradução: quem é como Deus?): bondade de Deus, e defende os filhos da humanidade

2. Gabriel (tradução: Deus é minha força): realiza atos de justiça e poder

3. Jofiel (tradução: Beleza de Deus): expulsou Adão e Eva do Jardim do Éden segurando uma espada flamejante e pune aqueles que transgridem contra Deus.

4. Rafael (tradução: É Deus quem cura): a força de cura de Deus

5. Uriel (tradução: Deus é minha luz): conduz a humanidade ao destino

6. Samael (tradução: Veneno de Deus): anjo da morte

7. Sandalfon (tradução: reunindo): luta contra Samael e reúne a humanidade

Engel fala do cuidado protetor de Deus e cita o Salmo 91:11: “Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos.”

“Quando você vai para a guerra, peça ao Senhor: ‘À minha direita Miguel, à minha esquerda Gabriel, à minha frente Uriel, à minha retaguarda Rafael, mas acima de mim, a Tua presença’”, orienta.

O pastor também faz a questão: “Em toda a Bíblia, homens e mulheres de Deus tiveram experiências com anjos. O normal não seria você também ter?”. Ele acrescenta: “A manifestação dos anjos na sua vida depende do seu temor e do nível da luz de Deus em sua vida.”

Embora Deus coloca um anjo fixo para guardar cada cristão, Joel Engel lembra que Deus pode enviar legiões de anjos quando estamos lidando com grandes batalhas, assim como disse Jesus: “Você acha que eu não posso pedir a meu Pai, e ele não colocaria imediatamente à minha disposição mais de doze legiões de anjos? (Mateus 26:53)”.

Fonte: Guiame

Censura com passaporte sanitário serve de alerta contra a perseguição religiosa

Uma das características do autoritarismo é o uso de causas sociais como justificativa para a restrição das liberdades individuais
(
Foto: Prefeitura de Caxias do Sul)

Você já tomou conhecimento de algum regime autoritário que tenha se instalado da noite para o dia? Particularmente, desconheço. A história nos ensina que todos eles nascem, crescem e se consolidam paulatinamente, através de medidas que muitos, inicialmente, não dão a devida atenção.

Uma das características do autoritarismo é o uso de causas sociais como justificativa para a restrição das liberdades individuais. Estamos vendo isso, por exemplo, com a pandemia do coronavírus, através do "passaporte sanitário", encarado por muitos como algo necessário em nome do "bem de todos".

Infelizmente, muitos cristãos ainda não conseguiram fazer qualquer correlação entre o autoritarismo sanitário e o futuro da liberdade religiosa, pois acreditam que o momento atual diz respeito apenas à saúde. O fato é que essa correlação existe, pois o contexto não é só sanitário, mas político, econômico e ideológico.

Quem atualmente desdenha das medidas autoritárias impostas por governadores e prefeitos em nome da "saúde", por exemplo, não faz ideia de que os mesmos argumentos poderão ser usados contra a nossa liberdade religiosa amanhã.

Tudo se resume à ideia do "bem comum", onde o coletivo prevalece sobre o individual. Acontece que a liberdade humana faz parte da nossa individualidade, de modo que decisões que visam apenas os interesses de determinados grupos, podem, sim, constituir uma violação aos direitos humanos mais básicos.

Ou seja, da mesma forma que agora dizem ser pela "saúde" a exigência do passaporte sanitário para entrar em vários locais, amanhã poderão alegar ser pela "paz social" ou pela "tolerância comum" a proibição de pregações, ensinos e publicações religiosas consideradas "discursos de ódio".

Aceitar o autoritarismo sanitário hoje, portanto, é abrir um precedente extremamente perigoso contra a própria liberdade. É por isso que sou contra essas medidas e defendo a liberdade de escolha de cada cidadão, sem qualquer imposição do Estado, quer seja direta ou indireta.

Aos cristãos em geral, deixo o alerta para que não se enganem quanto ao futuro; estão sendo avisados! Os fatos nos indicam isso e ignorá-los não vai fazer retroceder a perseguição que virá amanhã, inclusive dentro dos templos e com a chancela do poder público, se não nos levantarmos agora.

O momento é de abrir os olhos e ter discernimento sobre o que está ocorrendo nos bastidores da conjuntura social, tendo em mente que o cristianismo é a última grande barreira contra o totalitarismo ideológico mundial.

Marisa Lobo é psicóloga, especialista em Direitos Humanos, presidente do movimento Pró-Mulher e autora dos livros "Por que as pessoas Mentem?", "A Ideologia de Gênero na Educação" e "Famílias em Perigo".

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Fonte: Guiame

Pastor faz alerta contra o modismo da “teologia do coaching

Modismos teológicos aparecem frequentemente, e a Igreja Cristã não está imune por essa realidade. Um exemplo disso é o surgimento da chamada “teologia do coaching”, alvo de críticas por parte de teólogos renomados como o pastor e escritor Renato Vargens.

Em um artigo escrito recentemente, Vargens voltou a fazer um alerta contra a disseminação dessa falsa teologia no meio da Igreja, afirmando taxativamente que ela se trata, na verdade, de um tipo de “fé humanista e antropocêntrica.” Em outras palavras, um ensino voltado para o louvor da criatura e não de Deus, o Criador.

“Com uma mensagem desprovida do evangelho e sem confronto ao pecado, os coaches têm atraído à igreja pessoas ávidas por bênçãos, e não por Deus”, afirma o pastor em seu artigo, explicando que além de herética, a teologia do coaching possui objetivo comercial.

“Ao oferecer uma mensagem de autoajuda cujo conteúdo afaga o ego, os coaches disseminam um falso Cristo cuja existência é exclusivamente para satisfazer o cliente”, diz Vargens. “Nessa perspectiva, os crentes modernos não criam vínculos nem estabelecem compromissos eclesiásticos, até porque Cristo não passa de um instrumento para se atingir a felicidade.”

Exatamente há dois anos, em fevereiro de 2020, conforme publicado pelo Gospel Mais, o pastor Renato Vargens já havia feito outro alerta sobre o assunto. Na ocasião, o teólogo explicou que parte do sucesso da teologia do coaching se deve ao fato de muitos evangélicos terem abandonado “a centralidade das Escrituras em suas vidas e igrejas.”

“Cristo deixou de ser fonte de contentamento e suficiência para boa parte daqueles que se dizem cristãos. O hedonismo e o culto ao prazer tornou-se objetivo de uma igreja antropocêntrica e ensimesmada tendo sido vencida pelo secularismo e mundanismo”, disse Vargens.

Já em fevereiro desse ano, diante do avanço dos modismos teológicos na igreja brasileira, o líder da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ), não poupou palavras ao dizer que os seguidores desse tipo de falsa teologia caminham para a morte espiritual.

“Como já escrevi antes, a ‘teologia do coaching’ é espúria, falsa e leva os seus seguidores a um caminho de morte.”, conclui.

Fonte: Gospel+

Polêmica: ministra do STF assina carta que faz apologia indireta ao aborto

A ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), virou alvo de críticas após participar de uma reunião organizada por mulheres ligadas à esquerda, a fim de tratar temas progressistas, tais como a descriminalização do aborto e a promoção de pautas de gênero

A reunião ocorreu na sexta-feira do último dia 28 de janeiro, no apartamento da ex-senadora e ex-prefeita Marta ​Suplicy. Estiveram reunidas cerca de 30 mulheres, sendo elas lideranças políticas, ativistas, personalidades, intelectuais e escritoras.

Segundo informações de O Tempo, a ministra se opôs ao uso da palavra “aborto” na carta. Em vez disso, sugeriu que a palavra fosse substituída por termos como “questões da mulher”.

“Isso aí causa muita polêmica”, afirmou Carmen Lucia, pouco antes de sair da reunião. No final das contas, a versão final da carta fez referência à “manutenção e expansão dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres”.

Para Lenise Garcia, professora aposentada da Universidade de Brasília (​UnB) e presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto, o uso de expressões como “direitos sexuais” ou “reprodutivos” visam suavizar o impacto da palavra “aborto”, servindo como substitutos linguísticos, o que não muda a natureza da questão.

Lenise explicou que esse tipo de maquiagem linguística começou a ser usado nas conferências da Organização das Nações Unidas sobre a mulher na década de 1990, segundo informações da Gazeta do Povo.

“Naquelas conferências, ainda muita gente foi enganada por essa expressão. Acabaram aprovando documentos em que elas constavam sem se dar conta, exatamente, do que estava sendo colocado”, explica a professora. “É evidente que isso é um eufemismo para se referir, principalmente, ao aborto”.

Pelas redes sociais, ativistas pró-vida criticaram a presença de Carmen Lúcia na reunião progressista ligada à esquerda. A psicóloga cristã Marisa Lobo, colunista do Gospel Mais que milita há décadas contra o aborto no país, também se manifestou ao saber do acontecimento.

“Deixo aqui o meu repúdio a esse documento e a minha indignação pela participação de uma ministra do STF em mais esse ato político. Como ativista pró-vida e conservadora, não posso me calar diante dessa verdadeira aberração travestida de ‘direitos'”, disparou.

O deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS) também reagiu pelas redes sociais, sugerindo que a atitude da magistrada ao se encontrar com lideranças políticas seria fruto de ativismo judicial.

“Qual o sentido de uma ministra do STF se reunir no apartamento da ex-petista Marta Suplicy com mais 30 mulheres para debater política?”, questionou o parlamentar. “O certo não é uma posição de neutralidade, ainda mais a anfitriã sendo uma esquerdista carimbada? A ministra deve respeitar a liturgia do cargo.”

Fonte: Gospel+