quarta-feira, 5 de março de 2014

Pastor Silas Malafaia fala sobre a complexidade do perdão e afirma que é “indispensável” praticá-lo: “Devemos fazer a nossa parte e deixar o resto com Deus”

O gesto de perdão exige esforço e abdicação de orgulho ou razão, e não significa necessariamente esquecer a ofensa, mas deixar de levá-la em consideração. Sobre este tema complexo, o pastor Silas Malafaia publicou um artigo que resume o assunto: “Perdoar implica cancelar ou remir uma dívida”, escreveu.
Em seu texto, Malafaia destaca a origem do conceito de perdão dentro do cristianismo: “Uma vez que recebemos o perdão de Deus, quando merecíamos a morte, devemos demonstrar gratidão e disposição para perdoar aquele que nos ofendeu, até porque, na oração modelo do Pai-Nosso, Jesus pediu que Deus perdoasse as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (Mateus 6.12)”, contextualizou.
O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) pondera ainda a respeito das dificuldades que envolvem o perdão: “Quem já foi ofendido ou injustiçado sabe que não é fácil perdoar. Aliás, quanto maior for o dano a nós causado e a nossa proximidade com aquele que pecou contra nós, mais difícil será perdoá-lo”, observa Malafaia.
No entanto, o pastor frisa que “é indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão, cancelando a dívida que nosso próximo tem para conosco, a fim de que a nossa dívida com Deus também seja cancelada, não haja resquício de ódio e amargura em nosso coração, tenhamos paz, equilíbrio, alegria”.
“Há pessoas que não perdoam porque quem as ofendeu não pediu perdão formalmente, reconhecendo seu erro, e há aquelas que não perdoam por acreditarem que a ofensa é grande e grave demais para ser apagada ou esquecida após um simples pedido de perdão”, ilustra Malafaia, antes de acrescentar: “Ainda que alguém não reconheça o erro e não demonstre arrependimento genuíno pelo mal que nos causou, devemos perdoá-lo. Devemos fazer a nossa parte, e deixar o resto com Deus”, orienta.
Como psicólogo, o pastor aponta ainda questões ligadas à saúde que podem ser influenciadas pela questão: “O perdão é algo tão sério, que pode causar enfermidades emocionais, destruir relacionamentos e até impedir que Deus atenda às nossas orações e abençoe as nossas ofertas. Foi isso que Cristo ensinou em Mateus 5.23,24”, diz Malafaia, lembrando as palavras de Jesus: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta”.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+


Motorista é baleado duas vezes no peito e sobrevive graças a uma Bíblia que carregava no bolso da camisa

Um motorista se livrou da morte a tiros durante um assalto por manter um exemplar da Bíblia no bolso. As balas disparadas pelos assaltantes ficaram alojadas no livro, e a vítima do crime não sofreu ferimentos.
O caso foi registrado pela Polícia de Dayton, no estado norte-americano de Ohio. “Houve, obviamente, algum tipo de intervenção envolvida neste incidente, porque ele provavelmente não deveria estar aqui”, declarou o sargento Michael Pauley, reconhecendo que o motorista Rickey Wagoner está vivo por um milagre.
Rickey tem 49 anos e é motorista de ônibus em uma pequena cidade americana, e num dia normal de trabalho, parou o veículo para verificar se haviam problemas mecânicos, quando foi abordado por três adolescentes, que anunciaram o assalto.
“Ele ouviu um dos suspeitos dizer que era o momento de matar um urso polar para entrar em um clube”, afirmou o sargento Michael Pauley em entrevista à emissora de TV WCPO. Baleado duas vezes no peito, o motorista permaneceu de pé e lutou com o atirador: “Eu tinha um livro em meu bolso. No início eu pensei que tinha sido baleado. Senti como se tivesse sido atingido com uma marreta no peito”, resume o motorista.
Na sequência do confronto, um dos adolescentes esfaqueou seu braço para que ele largasse o comparsa armado. Durante a confusão, a arma disparou novamente e atingiu sua perna, mas isso não impediu Wagoner de retirar as armas dos agressores, que fugiram.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+


Guerra interna da CGADB vira caso de Polícia: pastor eleito tesoureiro da entidade é impedido de assumir cargo.

A guerra interna da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) deixou de ser apenas uma disputa jurídica e transformou-se num caso de Polícia na última segunda-feira, 24 de fevereiro.
O pastor Ivan Pereira Bastos, eleito primeiro tesoureiro da CGADB durante a última Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada em Brasília no ano passado, conseguiu uma autorização da Justiça para assumir o cargo, porém foi impedido por colegas ligados ao pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da entidade há 26 anos.
Bastos fazia parte da chapa oposicionista encabeçada pelo pastor Samuel Câmara, que foi derrotado nas urnas. No entanto, o modelo político da CGADB permite que um candidato a cargos administrativos possa assumir seu mandato, caso eleito, mesmo que a chapa não saia vencedora.
O pastor Ivan Pereira Bastos vinha tentando assumir o posto desde abril, segundo informações de Lauro Jardim, da revista Veja. “Mesmo com uma decisão judicial favorável à posse, ontem Ivan foi impedido de ocupar sua sala na CGADB. Sem alternativas, o pastor registrou ocorrência em uma delegacia de polícia da Zona Norte do Rio de Janeiro”, escreveu o jornalista em sua coluna Radar Online.
O próprio Bastos comentou o caso e listou os motivos que, segundo ele, seriam os motivadores da postura adotada pelos colegas pastores ligados à chapa situacionista: “O [pastor] José Wellington não me permite assumir porque sabe que fui eleito com votos da oposição e tenho compromisso com a transparência. Ao assumir a tesouraria todos sabem que eu vou abrir aquela ‘caixa preta’. Há fortes indícios de desperdícios do dinheiro dos associados em passagens aéreas e hotéis de luxo e principalmente de manipulação no processo eleitoral do ano passado para o atual presidente ser reeleito”, afirmou.
Confira no vídeo abaixo o relato do pastor Ivan Pereira Bastos, que alega sofrer perseguição por parte dos aliados de José Wellington:


De bancada a legenda: deputados evangélicos planejam fundar Partido Republicano Cristão, diz site

Os parlamentares evangélicos no Congresso Nacional planejam fundar um novo partido, transformando a atual bancada evangélica numa legenda.
Caso o partido nasça, será uma das maiores bancadas do Congresso, com 73 deputados federais, segundo informações a Coluna Esplanada, do portal Uol.
A ideia nasceu há mais de um ano entre os 22 deputados ligados à Assembleia de Deus, e desde então, os demais integrantes da bancada evangélica vem sendo convencidos a concretizar o projeto.
O plano do grupo de parlamentares cristãos é que em 2018 a bancada seja duplicada no Congresso, ultrapassando a casa de 150 deputados, o que seria aproximadamente um terço dos integrantes da Casa.
Atualmente, a bancada evangélica é formada por uma frente suprapartidária, com integrantes do PSDB, PT, DEM, PR, PP, PMDB, PSC, entre outros. Caso a legenda seja fundada, se chamará Partido Republicano Cristão (PRC) e nascerá sem direito a tempo de televisão ou fundo partidário.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+


Grupo cristão faz petição contra financiamento público do musical “Jesus Cristo Superstar”

Prevista para estrear no próximo dia 14 no teatro do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, a peça musical “Jesus Cristo Superstar” motivou uma petição contra seu financiamento no Brasil, feito com recurso públicos através da Lei Rouanet.
A petição foi organizada pelo grupo católico “Associação Devotos de Fátima”, e recebeu também o apoio da “Associação Sagrado Coração de Jesus”, que divulgou nota de repúdio ao espetáculo, que obteve adesão de blogs e páginas no Facebook.
Endereçada ao Ministério da Cultura e à ministra Marta Suplicy, a petição já tem mais de 26 mil assinaturas e pede que o dinheiro dos contribuintes não seja utilizado para “violentar barbaramente a fé de milhões de pessoas”.
- Não é lícito ao Estado laico violentar barbaramente a fé de milhões de pessoas, promovendo, com o dinheiro dos contribuintes, o evento blasfemo que ocorrerá no dia 14 de março, com o lançamento da ópera-rock ‘Jesus Cristo Superstar – diz o texto da petição, que questiona ainda se o Ministério da Cultura financiaria projetos que atacassem outras religiões, ou até mesmo orientações políticas.
- Não creio que esse Ministério teria coragem de promover 1% de algo que criticasse Maomé (ou mesmo Fidel Castro!…) – diz a carta.
A mais de quarenta e três anos em cartaz nos Estados Unidos, o musical tem letras de Tim Rice e música de Andrew Lloyd Webber. No Brasil o espetáculo está sendo produzido pela T4F, e pela Takla Produções, e foi autorizada a captar R$ 5,7 milhões pela Lei Rouanet.
Membros das instituições católicas afirmam que a peça seria um ataque à fé cristã, e afirmam que a petição não é um pedido de censura, mas sim a manifestação de um direito de “pedir que nosso dinheiro não seja utilizado para atacar nossos valores e nossa fé”, como afirmou Marcos Luiz Garcia, de 60 anos, coordenador de campanhas da Devotos de Fátima.
Entre as críticas contra a peça estão a apresentação da história de Cristo “do ponto de vista de Judas”, e o uso de mulheres seminuas associadas ao relato bíblico de Jesus.
Apesar das críticas o padre Tarcísio Marques Mesquita, indicado pela Arquidiocese de São Paulo para falar sobre o tema, afirma que a obra não desrespeita a figura de Jesus e que até mesmo ajuda os cristãos a amadurecer sua fé.
- O musical faz uma atualização da imagem de Cristo, mas é uma ficção que deve ser lida como tal. Obras como esta, que trazem questionamentos sobre a fé, nos ajudam a amadurecer. Os religiosos também têm seus questionamentos. A única coisa é que achei aquelas cantorias meio chatas, para falar a verdade – afirma o padre, segundo a Folha de S.Paulo.
Em resposta à petição feita pelas associações católicas, o ministério afirmou apenas que “o musical foi autorizado em dezembro a captar via Lei Rouanet e se enquadra como ‘espetáculo teatral’”.
Por Dan Martins, para o Gospel+


Pastora relata “milagres incomuns” durante reuniões com muçulmanos na Indonésia

Em artigo publicado no Charisma News, a escritora e teleevangelista norte americana Marilyn Hickey relatou sobre sua recente viagem à Indonésia, onde afirma ter presenciado “milagres incomuns” durante reuniões realizadas com muçulmanos.
A pastora conta que é essa é a sua décima viagem ao país, conhecido como a maior nação muçulmana do mundo, e que lá encontrou “pessoas abertas para o evangelho, especialmente para a cura e milagres”. Ela conta que ministrou em quatro igrejas diferentes em Jacarta e Solo e que, em uma delas, foi especialmente tocada pelo testemunho de cura de um jovem pastor.
- Ele foi criado como budista, mas tornou-se cristão, aos 12 anos, quando foi convidado para a igreja e ouviu a voz audível de Deus, pela primeira vez, e Deus o chamou para se tornar um pastor. Deus o chamou novamente no final da adolescência, após um breve período de rebeldia. (…) Este homem sentiu que deveria tornar-se um médico e estava frequentando a escola, mas seu plano foi frustrado por um vírus que o levou a perder a sensação nas pernas, assim como seus pés – conta a pastora, completando que os médicos afirmaram ao jovem que em poucas semanas ele estaria totalmente paralisado.
Ela afirma então que o jovem se apegou à passagem bíblica de Marcos 11:23 e afirmava que se podia falar com montanhas e elas se moverem, podia fazer o mesmo com suas pernas e pés. Então, ele e um amigo cristão começaram a falar para suas pernas se moverem, por duas semanas, até que veio o milagre.
- Havia muitos dias em que ele não tinha dinheiro para pegar o ônibus para ir à escola e tinha que andar. Mas agora, com a condição de suas pernas, ele tinha de voltar para a escola e pegar o ônibus. Quando ele se aproximou do campus, ouviu o Espírito Santo dizer: “Pule”. Era uma distância entre o ônibus e a calçada, mas ele obedeceu, e logo os seus pés ganharam força e ele foi curado – completou a pastora.
Afirmando se sentir “espantada” com a fé entre aquele povo, Marilyn Hickey contou também sobre a cura de uma mulher muçulmana que estava cega e que, após ouvir a Palavra, se levantou em fé para sua cura e começou a ver a luz e imagens.
De acordo com a escritora, as pessoas na Indonésia são muito abertas a ouvir o evangelho. Ela afirma ainda que os indonésios gostam de orar, e diz acreditar que a oração e o jejum estão trazendo um grande avanço ao país. Segundo ela, “é incrível como eles respondem ao amor e oração em nome de Jesus”.
- Estes são muçulmanos sunitas, que na Indonésia são extremamente abertos ao evangelho. Encorajo todos a orarem para a revelação de Jesus em países muçulmanos. – convida a pastora.
- Há muita oportunidade, e eu acredito que os crentes da Indonésia não irão afetar apenas seu próprio país, mas outros países muçulmanos ao redor do mundo – completa.
Por Dan Martins, para o Gospel+


Aceitação de casamentos de homossexuais cresce nos EUA

Estudo encontrou uma divisão entre os hispânicos protestantes: 46% são a favor de permitir a união entre casais homossexuais e 49% se opõem

Washington - Desde que Massachussets foi o primeiro estado a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo há uma década, a aceitação desse direito subiu de 32% a 53%, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira.
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O Instituto de Pesquisa de Religião e Opinião Pública entrevistou 4.509 adultos entre 12 de novembro e 18 de dezembro com um questionário, em inglês e espanhol, que perguntava opiniões sobre a homossexualidade. A pesquisa, financiada pela Fundação Ford, tem uma margem de erro de 1,7 pontos percentuais.
Em 2003, todos os grupos religiosos maiores se opunham ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, "com exceção das pessoas religiosas, mas sem afiliação", diz o relatório.
Atualmente, 73% das pessoas que se dizem religiosas sem estar afiliadas a alguma instituição, 62% dos brancos protestantes, 58% dos brancos católicos e 56% dos hispânicos católicos aprovam os casamentos de casais do mesmo sexo.
Entre os judeus, segundo a pesquisa, 83 % são a favor da legalização de tais uniões.
O estudo encontrou uma divisão entre os hispânicos protestantes: 46% são a favor de permitir a união entre casais homossexuais e 49% se opõem.
A maior oposição a esses casamentos ocorre entre os protestantes evangélicos: 69% dos brancos e 59% dos negros com tais afiliações religiosas se opõem.
"Apesar de muitas igrejas e muitos fiéis abandonarem sua oposição aos direitos dos homossexuais, bissexuais e transexuais na última década, esta pesquisa prova que as doutrinas das igrejas que se opõem a esses direitos prejudicam sua capacidade para atrair e reter os jovens", indicou o diretor do instituto, Robert Jones.
"Quase um terço dos nascidos entre princípios do anos 80 e princípios da década de 2000 e que abandonaram a religião na qual foram criados dizem que as doutrinas ou o tratamento negativo rumo aos homossexuais teve um papel significativo em sua decisão", acrescentou.
Quase 58% dos indagados opinam que os grupos religiosos estão perdendo os jovens por ser tão críticos em assuntos de homossexualismo.
A pesquisa encontrou que dois fatores, a idade e o ter um amigo ou amiga ou membro da família que é homossexual, têm um impacto grande no apoio ou na oposição a essas uniões conjugais.
Dos menores de 30 anos, 69% são a favor da bênção e da legalização dos casamentos de pessoas do mesmo sexo, comparado com apenas 37% dos idosos com 68 anos de idade.
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